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Brasil-Paraguai

Nakayama responde a Lula sobre a Guerra da Tríplice Aliança

Senador paraguaio questiona interpretação histórica do presidente brasileiro sobre o conflito de 1864-1870

25/07/2026 04:45 3 min lectura 8 visualizações

Resposta parlamentar sobre interpretação histórica

O senador Eduardo Nakayama expressou sua posição a respeito dos comentários realizados pelo presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva sobre a Guerra da Tríplice Aliança. Nakayama sustentou que "antes de que Paraguay iniciasse a campanha do Alto Paraguai (Mato Grosso), o exército imperial brasileiro invadiu o Uruguai em Cerro Largo, iniciando a Guerra da Tríplice Aliança (1864-1870), a mais sangrenta da América do Sul".

Contexto das declarações presidenciais

O presidente do Brasil justificou os gastos atuais em Forças Armadas durante uma visita a uma fábrica da empresa de defesa Avibras Aeroco, no interior de São Paulo. Lula argumentou que "não podemos esquecer que, um bom dia, Paraguay decidiu invadir Brasil. Invadiu Corumbá e, ao mesmo tempo, invadiu Uruguai e simultaneamente Argentina", sinalizando que o conflito se estendeu por cinco anos.

O mandatário brasileiro acrescentou estimativas sobre o custo do conflito: "Ainda não tenho a cifra exata, mas essa guerra deve ter consumido o equivalente a cinco orçamentos do país daquela época. Porque quando há um conflito, ninguém se põe a perguntar se há dinheiro ou não".

Perspectiva histórica oficial do Paraguay

Segundo consta na página web da Secretaria Nacional de Cultura do Paraguay, a interpretação oficial sustenta que a guerra "começou por causa de uma intervenção militar do Brasil, que invadiu o Uruguai com seu Exército". Esta versão difere da apresentada por Lula em suas declarações recentes.

Argumentos sobre defesa nacional

Lula chamou a fortalecer a indústria de defesa nacional para que o Exército, a Marinha e a Força Aérea custodiassem os 8,5 milhões de quilômetros quadrados e os mais de 8.000 quilômetros de costa que possui Brasil. O presidente expressou: "As Forças Armadas são como Deus. Pode ser que um não creia nele, mas quando lhe dói a barriga pela primeira vez, diz: 'Ai, Deus meu!'".

O líder brasileiro também sinalizou a importância de manter "Forças Armadas bem preparadas e treinadas" como poder de dissuasão em um contexto internacional complexo.

Contexto político

Lula, que conta com 80 anos, se prepara para as eleições presidenciais previstas para outubro, onde buscará seu quarto mandato não consecutivo. Segundo as últimas sondagens, o líder do Partido dos Trabalhadores (PT) parte como favorito frente ao senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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