Municípios mantêm dívida de G. 53 bilhões com a Caixa de Aposentadorias
Situação da dívida municipal
A uma semana das eleições municipais previstas para 4 de outubro, a Caixa de Aposentadorias e Pensões do Pessoal Municipal (CJPPM) informou que as municipalidades mantêm uma dívida global de G. 52.945.172.300 com a instituição. O relatório, com corte em 24 de setembro, contempla obrigações correspondentes a aportes, acordos de pagamento e dívidas judicializadas.
A situação envolve várias comunas do país em momento em que os municípios se encontram próximos a renovar suas autoridades. As obrigações pendentes estão distribuídas entre aportes normais não transferidos, acordos descumpridos e processos judicializados.
Municipalidade de Asunción
O maior montante corresponde à Municipalidade de Asunción, que registra uma dívida judicializada de G. 36.088.962.697. A Caixa esclarece que a comuna se encontra em dia na transferência normal de seus aportes patronal e pessoal, mas mantém este saldo pendente dentro da categoria de dívida judicializada.
Segundo o detalhamento apresentado pela instituição, dos G. 36.088 milhões correspondentes a Asunción, G. 10.199.055.948 correspondem ao saldo de capital, G. 22.626.364.205 a recargos e G. 3.270.542.544 a honorários profissionais.
A Municipalidade de Asunción, sob comando de Luis Bello, informou que se encontra em dia com a Caixa de Aposentadorias e Pensões do Pessoal Municipal. A administração municipal destacou que desde o início da atual administração, a Municipalidade transferiu mais de G. 58.000 milhões à Caixa de Aposentadorias e Pensões do Pessoal Municipal e pagou, além disso, G. 16.500 milhões em obrigações previdenciárias correspondentes a administrações anteriores.
Dívida em outros municípios
Depois de Asunción, o relatório registra a Municipalidade de Concepción, com uma dívida total de G. 475.294.496, dos quais G. 24.211.000 correspondem a aportes e G. 451.083.496 a acordos.
A Municipalidade de Caacupé figura com uma dívida de G. 181.191.613, distribuída entre G. 140.488.400 em aportes e G. 40.703.213 em acordos. Horqueta registra G. 151.181.483, dos quais G. 18.160.000 correspondem a aportes e G. 133.021.483 a acordos.
Choré apresenta uma dívida de G. 36.735.179, composta por G. 26.243.912 em aportes e G. 10.491.267 em acordos. General Elizardo Aquino registra G. 29.816.200, entre G. 5.846.000 em aportes e G. 23.970.200 em acordos.
No caso de Arroyos y Esteros, o montante informado ascende a G. 19.620.840, correspondente a aportes. Nueva Germania registra G. 15.675.805 em acordos, enquanto Yby Yaú acumula G. 12.205.567, distribuídos entre G. 4.480.000 em aportes e G. 7.725.567 em acordos.
A lista também inclui Capiibary, com G. 9.120.000 em aportes; Azotey, com G. 9.040.000; e Liberación, com G. 7.511.031 correspondentes a acordos.
Entre os municípios com montantes menores figuram San Vicente Pancholo, com G. 2.880.000; Arroyito, com G. 2.720.000; Yrybucuá, com G. 2.240.000; San José del Rosario, também com G. 2.240.000; San Pedro del Ycuamandyyú, com G. 1.800.000; Sargento José Félix López, com G. 1.400.000; San Carlos del Apa, com G. 1.150.000; General Resquín, com G. 1.200.000; Belén, com G. 960.000; e Guajaybí, com G. 600.000. Nestes casos, os montantes correspondem a aportes pendentes segundo o quadro divulgado pela Caixa.
Contexto eleitoral
O relatório da CJPPM adquire relevância no contexto das eleições municipais de 4 de outubro, pelo fato de que as autoridades comunais administram, entre outras responsabilidades, os recursos com os quais devem cumprir suas obrigações institucionais com o sistema previdenciário municipal.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.