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Paraguai

"Morreu pela Pátria" revive história de 5.100 soldados caídos na Guerra do Chaco

05/05/2026 02:15 3 min lectura 15 visualizações
“Murió por la Patria” revive historia de 5.100 soldados caídos en la Guerra del Chaco

Por Lourdes Torres - Jornalista - lourdes.torres@nacionmedia.com

Em um esforço por resgatar do silêncio e do esquecimento os nomes dos paraguaios que deram suas vidas em defesa do Chaco paraguaio, o historiador Fabián Chamorro e o atual diretor do Registro do Estado Civil, Maximiliano Ayala, apresentaram esta semana o livro intitulado "Morreu pela Pátria".

Uma obra literária que recopila dados de mais de 5.100 soldados falecidos durante a contienda, resgatando a memória de quem deu suas vidas pela Pátria.

O material bibliográfico se apresenta como um ato de patriotismo e gratidão com esses heróis, em sua maioria jovens de entre 17 e 25 anos que deram suas vidas defendendo o solo chaqueño.

A investigação, que começou lá pelo ano 2016, levou quase 10 anos revolvendo atas de óbito que guarda o Registro Civil das pessoas e registros esquecidos como os obituários. Para isso, recorreu-se às hemerotecas da Biblioteca Nacional e do Congresso Nacional, assim como ao testemunho de alguns poucos familiares que facilitaram alguns documentos como cartas.

Em uma entrevista exclusiva com La Nación/Nación Media, os autores destacaram que conseguiram documentar não só os nomes, mas as histórias truncadas de milhares de paraguaios que deram suas vidas defendendo a soberania.

Tanto Ayala como Chamorro coincidiram em assinalar que este trabalho não busca ser só um registro frio para engordar as estatísticas; mas que sobretudo busca resgatar essas histórias dos homens que em sua maioria não deixaram descendência, e que com o tempo ficaram esquecidos.

"Este é um ato de patriotismo acima de todas as coisas, uma homenagem a quem deu a vida pela pátria na Guerra do Chaco. Devolver a dignidade que o esquecimento lhes arrebatou. Cada um desses nomes representa uma vida que amou, trabalhou e sonhou; uma história truncada, mas não apagada. Honrá-los é abraçar sua memória e reconhecer o preço que pagaram pelo nosso presente e pela soberania nacional", expressou Maxi Ayala.

Recopilar é fazer justiça

Igualmente, o historiador Fabián Chamorro indicou que o livro "Morreu pela Pátria", surgiu com a ideia de recuperar os nomes dos paraguaios que morreram durante a conflagração chaqueña.

Além disso, assinalou que buscam lograr ter números mais exatos com respeito à quantidade de baixa que teve o Paraguai durante a contienda. Explicou que sempre houve muita dificuldade com respeito a conseguir esses dados pelos arquivos dispersos ou muito incompletos.

"Recopilar é fazer justiça, especialmente com esses mais de 5.000 homens que deram suas vidas pela pátria. Creio que não há ideal mais sublime que dar a vida para manter a soberania e a liberdade do nosso país. Esses homens deram suas vidas; e vidas muito jovens, porque foram à guerra em tenra idade e nunca mais voltaram", expressou Chamorro.

Resgatá-los do esquecimento

O historiador explicou que o trabalho realizado busca recuperar a memória histórica de um período fundamental para o Paraguai e que muitos dos nomes catalogados desapareceram nas brumas do tempo, sendo relegados ao esquecimento total.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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