"Morreu pela Pátria" resgata a memória de 5.100 soldados caídos na Guerra do Chaco
Uma obra de preservação histórica
O historiador Fabián Chamorro e o atual diretor do Registro do Estado Civil, Maximiliano Ayala, apresentaram esta semana o livro intitulado "Morreu pela Pátria", uma obra que recopila dados de mais de 5.100 soldados falecidos durante a Guerra do Chaco.
O material bibliográfico se apresenta como um ato de patriotismo e gratidão para com aqueles que deram suas vidas em defesa do Chaco paraguaio, em sua maioria jovens de entre 17 e 25 anos que participaram da contenda.
Uma investigação de quase uma década
A investigação, que começou em 2016, requereu quase 10 anos de trabalho exaustivo na busca e análise de actas de óbito guardadas no Registro Civil, registros esquecidos como obituários, e documentos nas hemerotecas da Biblioteca Nacional e do Congresso Nacional.
Assim também, contou-se com o apoio de familiares que facilitaram documentos como cartas pessoais, o que permitiu documentar não apenas os nomes, mas as histórias de milhares de paraguaios que defenderam a soberania nacional.
Recuperar a dignidade do esquecimento
Maximiliano Ayala enfatizou que este trabalho representa uma homenagem àqueles que deram a vida na Guerra do Chaco. "Devolver a dignidade que o esquecimento lhes arrebatou. Cada um desses nomes representa uma vida que amou, trabalhou e sonhou; uma história truncada, mas não apagada. Homenageá-los é abrigar sua memória e reconhecer o preço que pagaram por nosso presente e pela soberania nacional", expressou o diretor do Registro do Estado Civil.
O enfoque da obra não busca ser apenas um registro estatístico frio, mas resgatar as histórias de homens que em sua maioria não deixaram descendência e que com o tempo ficaram no esquecimento.
Exatidão histórica e justiça
O historiador Fabián Chamorro indicou que o livro surgiu com a ideia de recuperar os nomes dos paraguaios que morreram durante a Guerra do Chaco e obter cifras mais exatas a respeito das baixas que teve o Paraguai durante a contenda.
"Recopilar é fazer justiça, especialmente com estes mais de 5.000 homens que deram suas vidas pela pátria", assinalou Chamorro. "Creio que não há ideal mais sublime que dar a vida para manter a soberania e a liberdade de nosso país. Estes homens deram suas vidas; e vidas muito jovens", acrescentou.
"Este é um ato de patriotismo acima de todas as coisas, uma homenagem àqueles que deram a vida pela pátria na Guerra do Chaco. Devolver a dignidade que o esquecimento lhes arrebatou."
A apresentação do livro representa uma contribuição significativa para a preservação da memória histórica paraguaia, permitindo que as futuras gerações conheçam e reconheçam o sacrifício daqueles que participaram na defesa territorial do país.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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