MOPC esclarece que Costanera foi obra do Governo e não da gestão municipal de Samaniego
O pré-candidato a intendente de Assunção, Arnaldo Samaniego divulgou através de suas redes sociais um vídeo no qual se vangloria de ter sido quem impulsionou e executou a construção da Costanera de Assunção, em sua primeira etapa e projetou a construção das etapas seguintes. Dessa forma, buscou assegurar que sob sua administração como intendente municipal foram realizadas essas obras.
Contudo, é importante recordar que esse projeto foi impulsionado primeiramente pela ex-intendenta de Assunção, Evanhy de Gallegos, que apresentou o projeto de Lei ao Ministério de Obras Públicas e Comunicações, e se encarregou de elaborar o projeto e executá-lo com fundos provenientes do Estado paraguaio através do Orçamento Geral da Nação e não com recursos do município.
A respeito disso, a Unidade Executora de Projetos do MOPC confirmou ao jornal La Nación/Nación Media que a Avenida Costanera de Assunção foi iniciada durante a administração municipal de Arnaldo Samaniego, porém foi uma obra impulsionada e executada pelo Governo nacional, através do MOPC.
Mencionaram que a primeira etapa da Costanera Norte começou em 2010, durante o governo de Fernando Lugo, sob condução do então ministro de Obras Públicas Efraín Alegre. Não obstante, assinalaram que a Municipalidade de Assunção acompanhou e participou em aspectos urbanísticos, coordenação técnica e aprovação dos projetos complementares.
Projeto de Faixa Costeira
A construção da Costanera de Assunção (etapa Norte) foi um dos projetos de infraestrutura urbana mais transformadores para a capital paraguaia, marcando o início do reencontro da cidade com o rio Paraguai. Fez parte do Plano Mestre da Faixa Costeira, uma visão urbana que vinha sendo gestada desde a década de 1990.
Mas o impulso definitivo chegou com a administração do MOPC para conectar o tráfego e recuperar a zona ribeirinha. Isto, levando em conta que o design e a engenharia estiveram a cargo do MOPC, sob a direção da Unidade Executora de Projetos, com a colaboração de técnicos municipais e consultorias privadas.
Quanto ao investimento aproximado para essa primeira etapa foi de 21,5 milhões de dólares, cuja forma de financiamento foi com fundos estaduais, financiados integralmente com recursos do Tesouro Nacional, gerenciados através do Orçamento Geral da Nação atribuído ao MOPC, e que posteriormente foram sendo somados créditos internacionais e títulos soberanos nas distintas etapas posteriores do projeto.
Contribuições do município
Por tanto, é relevante fazer uma distinção neste ponto, com relação à contribuição da Municipalidade de Assunção que não foi a entidade executora principal da avenida, já que a direção técnica e contratual esteve a cargo do MOPC.
Mas sim o município assunceno esteve encarregado de coordenar obras urbanas complementares, elaborar e aprovar plantas para infraestrutura na zona costeira, impulsionar projetos de ordenamento e desenvolvimento urbano ao redor da Costanera e participar em planos de reconversão da Baía de Assunção.
Por exemplo, em 2015 a Municipalidade entregou ao MOPC plantas elaboradas por técnicos municipais para delegacia, quartel de bombeiros, creche e sede de PMT na zona da Costanera.
Tensões com o município
De fato, recorrendo aos arquivos jornalísticos é possível verificar que houve múltiplas situações de disputa entre a administração municipal e o Governo nacional a respeito dos créditos pela obra.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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