MOPC diz ter 'musculatura' para liberar a faixa de domínio do trem
O fantasma do projeto Metrobús e seus traumáticos processos de desapropriação de áreas de obra sobrevoam inevitavelmente qualquer nova proposta de transporte na área metropolitana. Porém, para o projeto do trem de cercanías, o Ministério de Obras Públicas e Comunicações (MOPC) sustenta que o cenário é radicalmente distinto e que as lições do passado foram assimiladas. O engenheiro Amílcar Guillén, diretor de Projetos Estratégicos da instituição, abordou as dúvidas sobre a faixa de domínio, um tema crucial que historicamente gerou preocupação na população.
Diante das consultas sobre a desapropriação da zona de obra, Guillén foi categórico ao afirmar que
os processos de liberação do Ministério de Obras Públicas nos últimos anos ganharam uma grande musculatura. Para sustentar essa afirmação, o engenheiro estabeleceu um paralelo com outro projeto viário, apontando que isso
pode ser visto refletido no sucesso da APP da rota PY02. Inclusive afirmou que esse projeto
exigiu mais desapropriação e liberação do que este projeto do trem de cercanías exige.
CONFIANÇA. O funcionário explicou que a confiança institucional na liberação da faixa de domínio se baseia no estado atual dos terrenos por onde se projeta a circulação das unidades e na titulação. De acordo com as declarações, já existem avanços importantes no terreno físico que permitiriam iniciar os trabalhos sem os contratempos de anos anteriores.
Nós temos hoje em dia trechos totalmente liberados e prontos para avançar a obra uma vez definida a engenharia, que é, por exemplo, Luque - Estação Botânico, disse.
Amílcar Guillén afirmou que essa faixa desapropriada se estende a zonas estratégicas de alta circulação. Detalhou que o trajeto desde a Estação Antiga de Luque, passando pela Conmebol até toda a autopista Ñu Guasu,
está totalmente liberado. Além disso, destacou que existe uma
grande coordenaçãocom outros empreendimentos na zona, já que todos
estão coordenados pelo Ministério de Obras Públicas e facilita também essa programação com cada um dos projetos.
TRAJETO. No total são 18 quilômetros que o trem percorrerá sobre a antiga faixa de domínio, entre Luque e Assunção. O diretor de Projetos Estratégicos explicou que os trabalhos contemplam o redesenho desses espaços e a instalação de paradas-chave em polos de alta demanda, como o Comitê Olímpico e a futura Universidade de Taiwan. O funcionário recordou que a estrutura legal projetada possibilitará firmar
o contrato de concessão, construção e operação por 30 anos do projeto do trem. Contempla uma parceria público-privada. Neste caso, Ferrocarriles del Paraguay SA (Fepasa) representará o Estado com 25% de participação e um aporte de quase 50 milhões de dólares, enquanto Etihad Rail injetará 150 milhões de dólares.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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