Moedas pressionam o Novilho Mercosur e ele cai para seu menor nível desde março
O Índice do Novilho Mercosur elaborado pela Faxcarne registrou uma nova correção durante a primeira semana de junho e se posicionou em US$ 4,81 por quilo carcaça, perdendo 12 centavos em relação à medição anterior e alcançando seu nível mais baixo desde fines de março.
Segundo o informe, a principal explicação dessa queda esteve associada à depreciação das moedas locais no Brasil e Argentina frente ao dólar, um fator que impactou diretamente sobre as referências expressas em moeda estadunidense.
Brasil, o principal exportador de carne bovina da região, apresentou um comportamento particular. Enquanto o preço do boi gordo registrou uma leve valorização em reais (+0,6%) nos estados exportadores, a forte apreciação do dólar frente à moeda brasileira durante a semana (+3%) provocou que o valor expresso em dólares retrocedesse 10 centavos, se posicionando em US$ 4,32 por quilo carcaça.
Na Argentina, a tendência foi similar, embora combinando dois fatores negativos. O novilho especial para exportação perdeu aproximadamente AR$ 200 por cabeça durante a semana, ao mesmo tempo em que o peso argentino voltou a depreciar frente ao dólar. Como resultado, o valor do novilho de exportação caiu 24 centavos de dólar até US$ 5,74 por quilo carcaça, incluindo o 5% de direitos de exportação.
Por sua vez, Uruguai também apresentou uma correção em suas referências. A indústria continua sustentando parte de sua atividade com animais provenientes de currais de engorda, mas o novilho especial de exportação perdeu 10 centavos e se posicionou em US$ 5,60 por quilo carcaça.
Em contraste, Paraguai voltou a se destacar como o mercado mais firme da região. Os machos para abate alcançaram o patamar histórico de US$ 5,00 por quilo carcaça, com uma melhora semanal de cinco centavos. O fortalecimento dos valores responde a uma oferta mais ajustada de gado terminado e a uma indústria exportadora que mantém uma demanda ativa para cumprir compromissos comerciais.
O comportamento dos distintos mercados deixou como resultado uma queda mensal de 4,6% no Índice do Novilho Mercosur, refletindo que os movimentos cambiais continuam tendo uma incidência determinante sobre a competitividade regional da carne bovina.
Outras referências internacionais: Chile, Estados Unidos e União Europeia
Fora do Mercosur, os principais mercados pecuários continuam operando com valores superiores aos observados na América do Sul. Segundo o levantamento da Faxcarne, o novilho chileno cotizou a US$ 5,47 por quilo carcaça, enquanto que nos Estados Unidos a referência alcançou os US$ 8,92 por quilo, consolidando-se como o mercado de maior valor entre os principais exportadores e importadores do mundo.
Na União Europeia, o valor médio do novilho se posicionou em US$ 7,53 por quilo carcaça, embora tenha registrado uma correção mensal de 4,9%. Apesar dessa baixa, os preços europeus continuam muito acima dos registrados no Mercosur, refletindo a diferença de competitividade entre as regiões.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.
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