Ministério da Saúde recusou renúncias de médicos especialistas
Rejeição de renúncias e continuidade de serviços
O Ministério da Saúde resolveu rejeitar as renúncias apresentadas por profissionais médicos especialistas que fazem parte da pasta sanitária. Desta forma, mantém vinculados anestesiologistas, cirurgiões pediátricos e neonatologistas, enquanto continua o diálogo com o sindicato médico.
A ministra da Saúde, doutora María Teresa Barán, assinou uma resolução que cita o estabelecido no artigo 56 da Lei n.º 7.445/25, pela qual outorga à autoridade competente a competência de avaliar a procedência das renúncias em resguardo do interesse público. A medida foi adotada no marco do diálogo em curso entre o Ministério e o sindicato de trabalhadores da saúde.
Fundamentos da decisão
"A decisão se sustenta em dois fundamentos centrais. O primeiro é a obrigação constitucional do Estado de garantir a continuidade dos serviços essenciais de saúde, especialmente para crianças e adolescentes. O segundo é a própria solicitação dos profissionais médicos especialistas, quem em reuniões mantidas com autoridades do Ministério manifestaram formalmente sua vontade de continuar vinculados à instituição", expressou Barán.
Especialidades consideradas críticas
As especialidades que figuram na resolução são: Anestesiologia, Cirurgia Pediátrica, Neonatologia e Terapia Intensiva Pediátrica, áreas críticas para o funcionamento dos serviços de saúde. Além disso, são necessários recursos humanos altamente qualificados, cuja disponibilidade é extremamente limitada no sistema sanitário.
Diálogo permanente
"O diálogo permanece aberto e existe plena disposição para continuar trabalhando na construção de acordos. O talento humano é o recurso mais importante do sistema de saúde", assegurou a ministra.
A autoridade sanitária apontou que existe escassa disponibilidade destes especialistas e que substituí-los será extremamente difícil em caso de aceitar as renúncias. Isto, considerando que a rede de assistência sanitária pública requer destes profissionais, os quais são fundamentais para garantir a continuidade nos serviços onde cumprem funções a favor dos pacientes.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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