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Paraguai

Meyer, o poeta do cimento

14/06/2026 02:15 3 min lectura 11 visualizações
Meyer, el poeta del cemento

Uma conversa com Luis Fernando Meyer e seu filho, o engenheiro Carlos Meyer, permite percorrer a avenida Colón em direção ao sul, até a rua Dinamarca, no que antigamente se conhecia como Ciudad Alta. Neste trajeto ascendente desde a Recova encontra-se o oratório de San Roque, espaço que reflete o talento deste engenheiro a quem se denomina como o poeta do cimento.

O primeiro computador no Paraguai

O diálogo revela aspectos significativos da trajetória de Meyer, desde sua passagem pelo liceu San Carlos até seus cálculos de estruturas complexas. Um dado relevante é seu papel como pioneiro na introdução de tecnologia digital: foi responsável por trazer o primeiro computador ao Paraguai em 1970.

Este marco foi acompanhado por outros pioneiros na matéria como José Luis Benza e Horacio Feliciángeli. O equipamento foi adquirido mediante um arranjo de aluguel com opção de compra, pago depois em 50 parcelas, e se localizou no Centro Nacional de Computação sobre a avenida Espanha quase Padre Cardozo.

Associações e desenvolvimento empresarial

Meyer recorda com emoção seu primeiro sócio Juan José Bosio, a quem considera dedicado à ajuda social, especialmente com os vizinhos da paróquia de María Auxiliadora e La Encarnación. Após uma especialização de Bosio, a sociedade evoluiu ao incorporar seu primo Luis Alberto, seu irmão Ignacio e posteriormente seus filhos, consolidando o que se conheceria como Meyer y Meyer.

Obras arquitetônicas e memória urbana

A obra de Meyer Canillas abarca desde projetos artísticos até estruturas desportivas de envergadura. Realizou uma pintura intitulada o galo nos anos 80 no ateliê do mestre brasileiro Livio Abramo, com quem desenvolveu uma estreita amizade. Também trabalhou nos cálculos estruturais do estádio Defensores del Chaco.

Igualmente, Meyer recorda anedotas de seu antigo bairro Sajonia, como o misterioso projeto El Fantasio, um painel publicitário na avenida Carlos A. López que anunciava um cinema para 1.800 pessoas que nunca foi construído, permanecendo como um enigma urbano. Outro desaparecimento memorável foi a escultura O cervo do parque, que se desvaneceu sem deixar rastro.

O oratório de San Roque: poesia em cimento

O oratório de San Roque, construído por Luis Fernando Meyer nos anos 60, representa a síntese de seu legado como poeta do cimento. O espaço se caracteriza por seu impressionante design arquitetônico, com grandes janelões ascendentes que permitem que a luz natural do ocaso ocidental banhes o interior, criando um ambiente de modernidade e luminosidade.

Este projeto exemplifica como a engenharia e a arquitetura podem transcender o meramente funcional para se tornarem expressões artísticas que perduram na memória urbana de Asunción.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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