Mercosul rejeita qualquer conduta que comprometa a estabilidade democrática na Bolívia
Paz e os mandatários do Paraguai, Santiago Peña; do Uruguai, Yamandú Orsi; do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva; do Equador, Daniel Noboa, e do Chile, José Antonio Kast, aprovaram uma declaração durante a LXVIII Cúpula de Chefes de Estado e de Governo do Mercosul, celebrada na cidade de Luque, próxima a Assunção.
O chanceler argentino, Pablo Quirno, subscreveu o documento em representação do presidente Javier Milei, que cancelou segunda-feira sua participação na cúpula.
A declaração, divulgada pelo Governo paraguaio, expressa a "profunda preocupação pela situação humanitária na Bolívia", que vivenciou 50 dias de conflito social e protestos impulsionados por setores que exigiam a renúncia de Paz.
Segundo o documento, os líderes sul-americanos "rejeitaram toda ação que implique violência, interrupções de serviços essenciais, ameaça a infraestruturas críticas ou qualquer outra conduta que comprometa a estabilidade democrática, o Estado de direito e a convivência pacífica" na Bolívia.
Nesse sentido, ratificaram "a necessidade do pleno respeito ao Governo legítimo e constitucional" da Bolívia, liderado por Paz, que assumiu o cargo há pouco mais de sete meses.
Além disso, exortaram a "todos os atores políticos e sociais a canalizarem suas diferenças mediante o diálogo", o respeito, o "pleno reconhecimento" das instituições democráticas e a preservação da paz social.
O conflito na Bolívia, que se iniciou em 6 de maio, ocasionou desabastecimento de alimentos, combustíveis e oxigênio medicinal em algumas cidades e deixou pelo menos 16 falecidos, 13 por falta de atendimento médico oportuno devido aos bloqueios.
O Uruguai recebeu terça-feira do Paraguai a presidência semestral do bloco ao encerramento da cúpula.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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