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Polícia

Médicos rejeitam proposta do Governo porque é "algo que não estão pedindo"

Sindicato Nacional de Médicos descarta escalafão oferecido e mantém convocação para greve

03/09/2026 22:45 3 min lectura 288 visualizações

A secretária do Sindicato Nacional de Médicos (Sinamed), Rosanna González, expressou à Monumental 1080 AM que rejeitam a proposta do Governo, após uma reunião que mantiveram com autoridades, entre elas, a ministra de Saúde, María Teresa Barán; o ministro de Economia, Oscar Lovera, e o porta-voz do Governo, Javier Giménez.

"Participamos hoje da reunião, ouvimos o que nos diziam a ministra, o ministro de Economia, não se falou hoje da carreira sanitária, falaram de um escalafão, nós tivemos um escalafão em 2022 para os nomeados por única vez, onde entraram aproximadamente 1.500 ou 2.000 médicos a transbordante", detalhou.

Nesse sentido, explicou que o escalafão consiste em que, a cada 5 anos de antiguidade, se avança com G. 500.000 e a cada três anos tem que fazer o concurso para avançar.

"Não é que passa automaticamente. Já tivemos essa experiência em 2022 que foi dada por única vez e por concurso e para poder realizar tem que depender do orçamento do ano, já não é algo seguro, estão oferecendo um escalafão que já foi dado em 2022 e depois se esqueceram", reafirmou.

Igualmente, apontou que nesta ocasião os contratados também entrariam nesse escalafão e que um contratado ganha hoje G. 5 milhões e ao acessar o escalafão, chegaria a G. 5.400.000.

"Isto não é nem por especialidade, nem por mérito, é por antiguidade apenas. Como médicos pedimos um reajuste do piso salarial, perdemos o poder do valor aquisitivo, estávamos ganhando 2,8 sobre o salário mínimo e caímos para 1,6. Em 2030 já estaríamos equiparando ao salário mínimo", reafirmou.

Para a médica, o Governo pretende que os médicos aceitem algo que não estão pedindo. "São G. 400.000 que não se ajusta ao salário, está o tempo e a forma, não sabemos em quais condições, amanhã não sabemos. O objetivo provavelmente é desconvocar, mas não podem nos oferecer isso", questionou.

Nesse sentido, reafirmou que a convocação para greve segue de pé e que a decisão tem que passar por assembleia. "Hoje estivemos em uma reunião com todos os presidentes de sociedades científicas, inclusive algumas sociedades vimos que se levantaram e saíram e disseram que isto é um tapa na cara ao pedido que nós fizemos".

Sobre as renúncias oficiais, disse que estão em torno de 140 aproximadamente, com a renúncia dos neonatais.

"Nós estamos muito preocupados com esta situação, mas o fato de que os cirurgiões pediátricos, neonatologistas estejam renunciando, não há saída, eles trazem uma proposta e nos sentimos ofendidos com o que nos ofereceram", manifestou.

Pela reação que tiveram em todos os grupos, a médica disse que o mais provável é que voltem novamente à greve.

Os médicos poderão estacionar dentro do ex Seminário Metropolitano de forma gratuita para a assembleia desta quinta-feira.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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