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Saúde

Médicos em quinto dia de greve fecham avenida Mariscal López

Manifestação de profissionais da saúde e estudantes de Medicina da UNA interrompe trânsito em Asunção

28/08/2026 19:45 3 min lectura 15 visualizações

Médicos e estudantes da carreira de Medicina da Universidade Nacional de Asunção (UNA) ocuparam nesta sexta-feira a avenida Mariscal López e República Dominicana, na altura do Ministério da Economia e Finanças (MEF), no marco do quinto dia da Greve Nacional de Médicos em busca de um reajuste salarial.

O trânsito de veículos na zona está interrompido e os condutores que se dirigem do centro da capital em direção a Villa Morra estão realizando os desvios pela avenida Pitiantuta. Enquanto isso, aqueles que ingressam em Asunção o fazem pela avenida Kubitschek, informou NPY.

"Eu sou a mãe da doutora Natalia Amarilla e venho apoiar a luta de todos os médicos e de toda a cidadania, porque estamos em uma crise total dentro da saúde e ao Governo não lhe interessa nada. Sem saúde não se vive. Eles não queriam chegar a isso (greve). Oxalá que isto se solucione", expressou a mãe.

A manifestante questionou que "sim há dinheiro para os corruptos":

"Esses parlamentares que ganham milhões não são capazes de baixar seu salário se é que não há, mas é mentira, sim há dinheiro, para os corruptos há dinheiro. Nosso presidente pelo rally e não lhe aquece o que está acontecendo. A gente morre nos hospitais", lamentou.

Outra médica em greve alertou que ninguém cuida da saúde mental dos médicos, que devem carregar com o peso de não contar com insumos básicos para salvar a vida dos pacientes.

"A saúde mental dos médicos ninguém cuida. Nós carregamos com o estresse de ver o paciente que não tem nada. Eu sou médica terapeuta neonatal e ontem tive um ingresso. Não tenho seringa para infundir inotrópicos e isso é indignante. O Governo nos esqueceu e eu me sinto em uma ditadura. O presidente e todo seu staff vivendo em um mundo paralelo", manifestou.

A doutora Luján Delgado, do Sindicato de Residente do Hospital de Clínicas, contou que estavam a caminho da manifestação quando a Polícia deteve o ônibus em que estavam. Foram retidos por alguns minutos e finalmente obrigados a circular por caminhos alternativos.

"Nós tínhamos um ônibus para chegar à manifestação e saímos do Hospital de Clínicas pela avenida Mariscal López e nos detiveram de forma irregular na altura de Denis Roa. Não nos deram uma explicação e somente nos disseram que tinham a diretiva de deter os ônibus", explicou.

Os médicos e médicas apresentam uma reivindicação de ajuste nos salários para que um médico que...

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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