Mborayhu Porã: Histórias que inspiram gerações
Preservar a memória cultural do Paraguai e aproximá-la das novas gerações é o principal propósito de Mborayhu Porã, a série documental produzida por Tana Schémbori e Juan Carlos Maneglia, com direção de Armando Aquino e Alfredo Galeano, que retrata a vida e o legado de três grandes referentes da cultura nacional: Koki Ruiz, Gilda Ruiz de Segovia e Luis Szarán. Mais adiante se somarão protagonistas, embora ainda não se tenha definido quantos e quando.
A produção toma como eixo o conceito "mborayhu porã", entendido na cosmovisão do povo Mbyá Guarani como um amor generoso e orientado ao bem-estar do outro.
Memória que permanece viva
Em conversa com Última Hora, a ministra de Cultura, Adriana Ortiz, sustentou que projetos como este cumprem uma função fundamental na construção da memória coletiva do país. "O audiovisual tem uma força particular, porque não apenas registra obras, mas também vozes, trajetórias, processos e emoções. Mborayhu Porã é justamente isso: uma forma de converter esses legados em uma memória viva, acessível para toda a cidadania", afirma.
O primeiro capítulo está dedicado a don Delfín Koki Ruiz, que por meio de sua arte transformou seu canto missioneiro, Tañarandy, o sítio em que a religiosidade e a arte se aliam maravilhosamente, e que através do Yvága Rapé, resplende em toda sua comunidade e em um país inteiro.
O segundo capítulo honra a trajetória da mestra Gilda Ruiz de Segovia, que contribuiu significativamente à educação e à preservação dos valores culturais do Paraguai, em especial aqueles ligados ao idioma e à cultura guarani. O terceiro capítulo da série está dedicado ao mestre Luis Szarán, fundador de Sonidos de la Tierra, cuja atuação levou a educação musical a centenas de comunidades do país.
O verdadeiro sentido
A ministra explica que o conceito que dá nome à série atravessa a vida dos três protagonistas, que dedicaram suas trajetórias a compartilhar seus conhecimentos e fortalecer a identidade cultural paraguaia. "Mborayhu Porã expressa um amor desinteressado orientado ao bem-estar do outro. Luis Szarán, Koki Ruiz e Gilda Ruiz de Segovia compreenderam que a cultura adquire seu maior sentido quando se compartilha, quando fortalece a outros e quando deixa capacidades instaladas para o futuro", assinala.
Por meio desses documentários, acrescenta, o Estado também busca reconhecer em vida aqueles que contribuíram de maneira decisiva à construção da identidade nacional.
"Reconhecê-los em vida é agradecer seu aporte e colocar em valor o papel da cultura como motor de transformação social. Também é uma forma de dizer à sociedade que a cultura importa", sustenta.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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