Marcelo Bielsa: "A ilusão que tenho é máxima"
"Escuto muito que não há nenhum entusiasmo de cara à Copa do Mundo. Escuto aqui e escuto na Argentina", disse o técnico e acrescentou que lhe custa acreditar que seja assim em um país tão futboleiro e tão "apaixonado por sua seleção".
"Duvido que não vejam a Copa do Mundo com ilusão, com expectativa e com prazer. Eu sinto as três coisas, mas — claro — com o peso da responsabilidade de assumir o que significa a ilusão da gente", acrescentou Bielsa.
Por outra parte, apontou que a tarefa de um selecionador é estar à frente de um time que condiciona a felicidade de um povo.
"Dentro do povo, os que menos têm mais precisam das felicidades pelas quais não se paga. Os que menos têm querem que o futebol os faça feliz. Se tudo o que ganhei nos anos que levo aqui — e juro que o faria — me o pedem em troca de sair entre os quatro primeiros ou sair campeão do mundo, quem não o paga", ressaltou Bielsa.
Nascido na cidade argentina de Rosário em 1955, o argentino dirigiu a seleção de seu país na Copa do Mundo de Coréia-Japão 2002.
Após vencer 13 de 18 encontros e de tirar doze pontos de vantagem de seu mais imediato perseguidor nas eliminatórias, a Albiceleste venceu por 1-0 a Nigéria, caiu por um gol com Inglaterra, empatou 1-1 com a Suécia e não superou a fase de grupos.
Em 2010, Bielsa dirigiu o Chile na Copa do Mundo da África do Sul. Pela mão do argentino, a Roja voltou a participar após doze anos sem fazê-lo.
Na Copa do Mundo, venceu por 0-1 Honduras, pelo mesmo resultado a Suíça e caiu 1-2 ante Espanha. Classificou-se para as oitavas de final e ali foi eliminado pelo Brasil após cair por 3-0. EFE
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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