Maradona, Romário e Baggio: As histórias que marcaram a Copa do Mundo de 1994 nos EUA
A logística foi impecável. Desde o Rose Bowl de Pasadena até o Giants Stadium de Nova Jersey, o torneio se converteu em um produto de consumo global, introduzindo inovações como os nomes dos jogadores nas camisetas e os três pontos por vitória na fase de grupos para incentivar o jogo ofensivo.
Porém, muito além da parafernália organizativa, a Copa do Mundo de 1994 ficou marcada por três histórias paralelas.
Por um lado, o "corte de pernas" de Diego Maradona, que disputou nos Estados Unidos seu último Mundial antes de ser suspenso por doping. Por outro, o ressurgimento da seleção brasileira de futebol, que deixou de lado o "jogo bonito" para abraçar um futebol mais pragmático sob a direção de Carlos Alberto Parreira e terminou erguendo a Copa. Finalmente, o antagonista trágico foi Roberto Baggio e a Itália dirigida por Arrigo Sacchi, em uma Copa do Mundo que o viu brilhar jogando no limite de seu físico.
A Argentina chegou ao território norte-americano com a esperança renovada pelo retorno de Maradona. Após um debut fulgurante contra a Grécia, onde o "Dez" anotou um gol antológico e o celebrou gritando diante das câmeras com uma intensidade quase selvagem, o mundo acreditou ver o renascimento de um mito.
Porém, depois da segunda partida contra a Nigéria, a imagem de uma enfermeira de branco levando Maradona pela mão para fora do campo se converteu no epitáfio de sua carreira nos mundiais.
O positivo por efedrina e a posterior suspensão não apenas afundaram a seleção argentina, mas privaram o torneio de sua figura mais carismática. A frase "me cortaram as pernas" ressoou como o final simbólico de uma era e marcou um antes e um depois na história da competição.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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