Máquinas perdidas: Fretes investiga G. 192.669 bilhões em equipamentos
Inspeção no IPS revela equipamentos armazenados de licitações fracassadas
Em um percurso encabçado pelo presidente do Instituto de Previsão Social (IPS), Isaías Fretes, constatou-se que equipamentos de três licitações milionárias permanecem armazenados por falhas na execução das contratações. No total, os projetos envolvidos representam um investimento de G. 192.669.743.550, entre obras inaconclusas, contratos rescindidos e aquisições que nunca chegaram a entrar em funcionamento. Isso ocorreu nas administrações de Andrés Gubetich e Vicente Bataglia, mas foi ignorado na gestão de Jorge Brítez.
A inspeção que iniciou no Departamento de Materiais do IPS e se estendeu ao prédio do Hospital Central foi em princípio para localizar os equipamentos adquiridos para quirófanos modulares que foram abandonados pela fornecedora Neighpart, em um contrato fracassado para a modernização dos equipamentos no sétimo andar do IPS.
No Departamento de Materiais explicaram a Fretes que se encontravam parte dos equipamentos para refrigeração. A comitiva não exibiu inventário do que no local se encontraria. O ponto de ruptura foi no pátio do IPS, onde, no contêiner, se encontraram apenas guias metálicas.
"É uma brincadeira para Videomacht", exclamou Fretes, que esperava encontrar os equipamentos cirúrgicos. Durante o percurso foram identificados além disso equipamentos pertencentes a outras licitações que ficaram paralisadas.
O primeiro caso corresponde à LPN SBE 143-19 "Reacondicionamento com Fornecimento e Instalação de Quirófanos Modulares para o Bloco Cirúrgico Central do Hospital Central do I.P.S. – Ad Referéndum 2020", adjudicada em 7 de fevereiro de 2020 a Chaco I Industrial e Comercial SA, empresa que posteriormente passou a se denominar Neighpart SA, por G 53.000.000.000.
Durante a administração anterior, o contrato recebeu além disso uma adenda próxima a G. 8.000 bilhões para a aquisição de painéis solares.
Entretanto, durante a inspeção não foram encontrados esses equipamentos e tampouco existe uma justificativa técnica sobre essa ampliação contratual, considerando que até então o projeto já enfrentava um obstáculo determinante: estudos concluíram que a estrutura do edifício não suportaria o peso dos quirófanos modulares, o que impediu a execução.
No Departamento de Materiais foram encontrados equipamentos pertencentes à LPN 20-18 "Projeto e Construção e Interconexão da Subestação IPS Hospital Central em 66 kV – Ad Referéndum 2019", adjudicada por G. 69.312.726.373. A engenheira Alheli Rivarola referiu-se à subestação e explicou:
"A construção da linha de transmissão foi de G. 20 mil bilhões; executou-se a obra no primeiro tramo Porto Botânico até o hospital e o segundo tramo é do hospital ao Banco Central", e acrescentou que se fez um inventário com o recebido, com o que há, e se constataram faltas.
A diretora disse que essa licitação foi adjudicada a dois ofertantes. Um dos contratos foi rescindido, enquanto o outro deixou os equipamentos armazenados. Rivarola apontou que o projeto nunca pôde ser executado porque não se contemplou a autorização do Banco Central do Paraguai para permitir a passagem da linha elétrica.
Neste ponto, Cecilia Rodríguez, diretora de logística, levantou a possibilidade de vender os cabos com um convênio com a ANDE.
Falta. Em cabos, localizados no prédio, há suspeitas de roubo ou de falta de entrega real. Esses cabos estão avaliados em cerca de G. 800 mil o metro. A priori a equipe constatou uma quantidade muito menor ao esperado.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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