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Esportes

Mais de seis décadas de maldição dos campeões

04/06/2026 11:15 4 min lectura 12 visualizações
Más de seis décadas de maldición de los campeones

A maldição do campeão ronda as fases finais do torneio mais relevante de seleções nacionais. Itália, que levantou a Copa na Itália 1934 e na França 1938, e Brasil, vencedor na Suécia 1958 e no Chile 1962, têm sido as exceções que marcaram o evento ao longo das vinte e duas edições disputadas até agora. Uma eventual vitória da Argentina nos Estados Unidos, México e Canadá 2026, a vigésima terceira fase final, quebraria o encanto.

França, Brasil e Argentina estiveram perto de reeditar o sucesso alcançado quatro anos antes. Mas caíram na final. A canarinha, triunfadora nos Estados Unidos 1994, perdeu a final da França 1998 conquistada pela seleção francesa, anfitriã, ao vencer por 3-0. Antes, a seleção argentina, que conquistou o segundo troféu de sua história no México 1986, perdeu quatro anos depois, liderada por Diego Armando Maradona, na Itália 1990, derrotada pela Alemanha por 1-0. Os blues foram os últimos que tiveram essa oportunidade ao alcance. Campeões na Rússia 2018, liderados por Kylian Mbappé, caíram por pênaltis no Qatar 2022, no duelo pelo título que finalmente conseguiu a Argentina, com Leo Messi como grande triunfador.

E é que há 64 anos ninguém foi capaz de reeditar um título de campeão. Argentina chega a esta fase final com a ideia de somar sua quarta copa e romper com esse malefício, com essa maldição que se repete habitualmente e que teve situações mais significativas, como derrotas em primeira fase ou, inclusive, eliminações prematuras, na rodada de qualificação.

França, por exemplo, foi uma das mais notáveis. Após conseguir seu primeiro título na Copa do Mundo que organizou em 1998, a seleção foi eliminada muito cedo na Coreia e Japão. Não marcou gol algum e nem sequer atravessou a fase de grupos. Foi uma das piores atuações de um campeão.

Itália protagoniza algumas das situações mais notáveis e mais preocupantes. A squadra azzurra, quatro vezes campeã mas ausente da fase final dos Estados Unidos, México e Canadá 2026, sofre uma das crises mais profundas na história do futebol.

Após ser campeã na Alemanha 2006, seu último título, não brilhou em edição nenhuma. Eliminada na fase de grupos da África do Sul 2010, quando defendia o título, e também do Brasil 2014, está fora de cena há doze anos. Nem na Rússia 2018, nem no Qatar 2022 nem nesta de 2026 conseguiu superar a fase de qualificação e fazer parte do elenco do torneio. Itália passou a ser irrelevante.

E é que o malefício para o campeão se acentuou com a chegada do século XXI. Nenhuma seleção foi capaz de repetir sucesso desde a Coreia e Japão 2002. Ali era França que defendia sua coroa e perdeu na fase de grupos. Última, atrás da Dinamarca, Senegal e Uruguai, e sem vencer partido algum. Saiu campeão Brasil, seu último título, e quatro anos depois, na Alemanha 2006, caiu em quartas de final eliminado pela França.

Na África do Sul 2010, Itália comparecia como defensora do troféu mas não atravessou a fase de grupos tampouco. Foi última do Grupo F depois de Paraguai, Eslováquia e Nova Zelândia. Ali, em Johannesburgo, conseguiu a Espanha o maior sucesso de sua história em uma época de domínio absoluto do futebol graças a uma forma de jogar que foi imitada em todas as partes. Duas Eurocópas e uma Copa do Mundo ressaltaram a autoridade da Espanha que levantou a Copa por única vez, até agora, em sua história.

Mas quatro anos depois, no Brasil 2014, se estrelou na fase de grupos, goleada pelos Países Baixos e derrotada pelo Chile. Teve uma passagem efêmera por este evento em que não pôde progredir.

Foi a Alemanha que brilhou nesta edição, com aquela goleada histórica ante o Brasil, em semifinais. Na final se impôs à Argentina, mas quatro anos depois foi incapaz de progredir para defender a coroa na Rússia 2018. Caiu em fase de grupos, última classificada após Suécia, México e Coreia do Sul.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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