Mades avaliará situação da pedreira Roca Negra após reclamações de vizinhos
O Ministério do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Mades) confirmou que realizará uma verificação na pedreira Roca Negra, localizada em Presidente Franco, após as reclamações apresentadas por vizinhos do bairro Santa Inés.
O coordenador do Mades para os departamentos de Caazapá, Caaguazú e Alto Paraná, engenheiro Federico Cohente Lomaquis, informou que a instituição gerou um processo formal levando em conta as preocupações dos moradores.
Verificação programada
Cohente Lomaquis explicou que devido a compromissos prévios em Caazapá relacionados com um caso de derrubada de árvores nativas, a verificação será realizada nos próximos dias. "Farei o humanamente possível para terminar hoje aqui e, se Deus quiser, amanhã ou depois já estar lá para realizar a verificação da pedreira", sinalizou o funcionário.
A verificação terá como objetivo corroborar se a empresa conta com os documentos habilitantes por parte do Mades e, caso os tenha, cotejar o cumprimento do projeto segundo o estudo de impacto ambiental e a realidade do local.
Situação municipal
O secretário-geral da Prefeitura de Presidente Franco, advogado Ramón Viveros, forneceu informações sobre o status municipal da empresa. Segundo explicou, a patente comercial não foi renovada devido ao fato de a pedreira se encontrar em zona urbana.
Viveros detalhou que a zona onde opera a pedreira mudou de rural para urbana no ano de 2017, o que afeta as condições de operação segundo o marco legal vigente que proíbe a exploração deste tipo de rubro em zonas povoadas.
Documentação empresarial
A empresa Roca Negra sustenta contar com documentos habilitantes do Mades e da Direção Geral de Material Bélico (Digemabel). No entanto, segundo a informação municipal, o documento apresentado pela firma corresponde a uma habilitação provisória sujeita à obtenção da patente municipal.
A respeito das autorizações da Digemabel, Viveros confirmou que as comunicações foram recebidas pela prefeitura, embora tenha assinalado que estas estão condicionadas ao cumprimento de todos os requisitos municipais correspondentes.
Vigília de vizinhos
Os vizinhos do bairro Santa Inés mantêm uma vigília pacífica em frente às instalações da pedreira. Nelson Cristaldo, um dos dirigentes do grupo de vizinhos, explicou que se revezam em grupos reduzidos diante do acesso à empresa, localizada nas proximidades do rio Monday.
Entre as preocupações expressas pelos moradores estão aspectos relacionados com a segurança da zona, especialmente considerando a presença de escolas e residências na área, assim como o impacto na infraestrutura local.
Processo de avaliação
O coordenador do Mades enfatizou que o objetivo da intervenção será "buscar uma solução viável para a problemática" apresentada pelos vizinhos, mediante a avaliação técnica da situação e o cumprimento da normativa ambiental vigente.
A verificação incluirá a revisão de toda a documentação ambiental e o cotejo com as condições reais de operação da pedreira, para determinar o cumprimento dos estudos de impacto ambiental aprovados.
Os vizinhos continuam à espera da intervenção oficial enquanto mantêm sua vigília de maneira pacífica, esperando que as autoridades competentes possam encontrar uma solução que considere tanto as necessidades da comunidade como o marco legal aplicável.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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