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Internacional

Lula reduz a distância com Bolsonaro a dois pontos na corrida presidencial brasileira

Pesquisa Datafolha mostra avanço da campanha de esquerda uma semana antes do segundo turno

16/10/2026 08:15 4 min lectura 39 visualizações

A esquerda brasileira intensifica suas ações no Congresso, nas redes sociais e nas ruas em busca de reverter os resultados da primeira votação eleitoral. Luiz Inácio Lula da Silva atravessa seu momento mais esperançoso desde que obteve 45% dos votos na primeira rodada, perdendo inicialmente por dois pontos frente ao senador Flávio Bolsonaro com 47%.

Uma pesquisa do instituto Datafolha indicou que no transcurso de uma semana Lula reduziu sua distância com Bolsonaro de quatro a dois pontos para o segundo turno programado para 25 de outubro, com uma projeção de 51% a 49% dos votos respectivamente. O mandatário, que busca seu quarto mandato, concentra seus esforços em convencer o mais de 20% do eleitorado que se absteve de votar no primeiro turno de 4 de outubro.

"A candidatura de Lula segue em disputa e a eleição está longe de ter se definido, como muitos imaginavam depois do primeiro turno", apontou o cientista político Eduardo Grin, professor da Fundação Getúlio Vargas, em declarações à AFP.

Reformas de impacto social

O Congresso brasileiro aprovou uma reforma constitucional que estabelece dois dias de descanso remunerado por semana em vez de um, medida que constitui um eixo central da campanha de Lula. Esta iniciativa, conhecida como "fim da escala 6x1", beneficiará aproximadamente 14 milhões de brasileiros e representa um triunfo significativo para o candidato dez dias antes das eleições. Os trabalhadores conformaram historicamente a base eleitoral do ex-sindicalista de 80 anos.

A reforma goza de considerável popularidade segundo estudos de opinião, chegando ao ponto de o senador Flávio Bolsonaro votar a favor depois de ter expressado sua oposição inicial.

Lula atribuiu a mudança de posição de seu adversário à "pressão da sociedade" e destacou a reforma como "uma conquista que surgiu das ruas" ao ter sido demandada em atos da esquerda.

O presidente anunciou, além disso, um perdão de dívidas para microempreendedores, a criação de um fundo de bolsas universitárias, a eliminação de impostos ao combustível e propôs um programa de transporte gratuito. Previamente ao primeiro turno, havia expandido o programa de assistência social Bolsa Família.

Estas medidas acarretam um custo fiscal em uma nação onde a dívida pública supera 80% do PIB. O economista Marcos Mendes, pesquisador do instituto Insper, apontou à AFP que "o governo atua com zero responsabilidade fiscal" com "um festival de benefícios" que pode ser interpretado como "compra indireta de votos".

Estratégia digital e mobilização

Após a derrota no primeiro turno, Lula reconheceu que sua campanha foi a mais "desorganizada" em décadas e reestruturou suas táticas para competir no território digital. Convocou jovens políticos com presença em redes sociais, como Ana Elisa, uma deputada eleita de 21 anos de Minas Gerais com milhões de seguidores.

O candidato se autodenominou "rei do selfie" ao incorporar este formato a seus vídeos de campanha. Até o presente não utilizava telefone celular, embora tenha prometido adquirir um se o "Exército de Lula", um canal de WhatsApp recentemente criado, alcance os 5 milhões de membros. Atualmente conta com 4,6 milhões.

"O canal estimula o crescimento orgânico em redes: que pessoas comuns divulguem seus próprios vídeos", expressou o deputado André Janones, criador do canal, que encarrega "missões" para difundir a mensagem da campanha pela internet.

Mobilizações nas ruas

Depois de uma campanha inicial discreta nas ruas antes do primeiro turno, a esquerda brasileira protagonizou massivas manifestações que observadores não registravam no país desde anos atrás. Com participação de estudantes e movimentos sociais, identificados com a cor vermelha característica da esquerda, os protestos se concentram em cidades importantes como São Paulo e Rio de Janeiro.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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