Lula classifica como "conquista histórica" a redução da jornada laboral no Brasil
Por uma esmagadora maioria, o Senado completou na noite de quarta-feira a tramitação parlamentar de uma emenda constitucional que põe fim à chamada jornada "6 por 1" e estabelece cinco dias de trabalho e dois de descanso à semana, sem redução salarial.
A iniciativa foi uma das principais bandeiras da gestão de Lula e sua aprovação se produziu vésperas do segundo turno das presidenciais, previsto para 25 de outubro, no qual o líder progressista se enfrentará com o senador opositor Flávio Bolsonaro, que venceu a primeira rodada eleitoral com 47% dos votos, dois pontos acima de seu adversário.
"(É) Uma conquista histórica para milhões de trabalhadores e trabalhadoras, que agora terão mais tempo para descansar, estar com a família, cuidar de si mesmos e viver", manifestou nas redes sociais o chefe de Estado, em busca de um quarto mandato não consecutivo aos seus 80 anos de idade.
O candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) sublinhou assim que "quem constrói Brasil todos os dias também merece tempo para viver".
Em um primeiro momento, Flávio Bolsonaro, filho primogênito do ex-presidente ultraderechista Jair Bolsonaro, havia se mostrado contrário à medida, embora finalmente tenha votado a favor de forma telemática, enquanto fazia campanha na cidade de Porto Alegre.
Não obstante, o aspirante do Partido Liberal (PL) transmitiu aos empresários, contrários à redução da jornada laboral, que se vencer nas urnas a próxima semana, revisará o texto, segundo a imprensa brasileira.
O senador defende flexibilizar o mercado laboral e deixar que os empregados negociem com seus patrões as horas trabalhadas.
Segundo os sindicatos, cerca de 22 milhões de trabalhadores verão reduzida sua jornada laboral.
Por sua parte, as patronais preveem um aumento de 22% do custo por hora trabalhada e advertiram sobre a possível destruição de até 1,2 milhões de postos de trabalho.
Brasil, a maior economia da América Latina, registra atualmente uma taxa de desemprego em mínimos históricos que ronda 5%, embora com um elevado índice de informalidade que chega a 37%.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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