Lula anuncia plano de créditos diante de tarifa estadunidense
A sobretaxa entrou em vigência nesta quarta-feira, após uma investigação de Washington sobre práticas comerciais desleais por parte da maior economia da América Latina.
O Brasil rejeita a acusação e considera a tarifa injusta. "Não vamos ficar chorando por um produto que não vendemos para eles, vamos procurar outros compradores", expressou o presidente Lula durante o anúncio de um plano de créditos para os setores afetados pela sobretaxa.
O mandatário havia mencionado inicialmente que utilizaria uma lei de reciprocidade comercial. Entretanto, seu vice-presidente Geraldo Alckmin moderou esse discurso na terça-feira ao descartar uma retaliação.
Disposição ao diálogo
"Nós não vamos nos levantar da mesa de negociação. Eles é que não querem negociar", afirmou Lula nesta quarta-feira, reafirmando a posição brasileira nas conversações comerciais.
Medidas de apoio às empresas
O governo concederá créditos de 18,5 bilhões de reais (aproximadamente 3,65 bilhões de dólares) às empresas afetadas e anunciou iniciativas para ajudá-las a diversificar seus mercados em direção a outros destinos comerciais.
Produtos como a carne bovina e o café ficaram isentos da nova tarifa, enquanto os setores de maquinaria, calçados, madeira e plásticos estarão sujeitos à sobretaxa.
Possíveis novas tarifas
O Brasil encontra-se entre vários países que poderiam estar sujeitos a novas tarifas de 12,5% por não impor proibições à importação de bens procedentes do trabalho forçado.
O governo de Lula rejeita essa acusação de Washington. Conforme expressou o ministro do Comércio, Márcio Elias Rosa, aos jornalistas, existe a esperança de que, caso seja imposta, essa segunda sobretaxa não se some à tarifa de 25% já em vigência.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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