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Saúde

Limpeza no Hospital Nacional de Itauguá diante de indícios de assédio sexual

18/07/2026 01:45 3 min lectura 6 visualizações

Extirpação. Em março deste ano, a ministra de Saúde, María Teresa Barán, havia determinado a intervenção integral do Hospital Nacional de Itauguá por 60 dias, em decorrência das denúncias no âmbito da formação médica; sobretudo por suposto assédio sexual a residentes mulheres.

A fiscalização foi finalmente estendida até 90 dias e incluiu serviços médicos, administrativos, gestão hospitalar e outros pontos. Após a culminação parcial do processo, que continuará sem a presença dos funcionários do MSP no hospital, foi resolvida finalmente a remoção de todos os mandos médios.

Isso inclui os funcionários que estavam à frente da educação médica, serviços de ciência, medicina externa, pediatria, terapia intensiva, o encarregado de Recursos Humanos e o encarregado da Gestão Administrativa.

"Todas as chefias médicas, e mais ainda, todas as chefias que tinham intervenção direta dentro do processo de gestão de docência médica", explicou a Última Hora o vice-ministro de Atenção Integral à Saúde, doutor Saúl Recalde.

Conforme comentou, removeram chefes que estavam há bastante tempo à frente de serviços, departamentos e educação médica. A denúncia apontava para docentes que incorreram em condutas de assédio sexual em relação às residentes.

"Pôde haver, pôde haver indícios, pôde ser. Então, diante desses indícios e essas dúvidas, isso deve ser varrido", disse Recalde sobre a medida. Esclareceu também que o atual diretor do HNI, doutor Miguel Ferreira Bogado, continuará à frente do centro assistencial, por enquanto.

As investigações continuarão por mais 60 dias, com a equipe do Ministério da Saúde em nível central e com acompanhamento do Hospital Albert Einstein, de Israel. Posteriormente será emitido um novo parecer.

Recalde comentou também que houve resistência às mudanças. Inclusive recebeu ligações para que esses funcionários não fossem removidos de seus cargos.

"Normal isso é, sempre. Muita pressão, muitos pedidos. Mas são pedidos que redundam no interesse de políticos externos ao hospital, para ter uma espécie de controle político no hospital ou coisas assim. Mas nada mais que isso. E essa é a idiossincrasia do paraguaio".

Quem agora está à frente dos postos que foram varridos vai gerar uma mudança geracional no hospital, já que são pessoas jovens, ressaltou Recalde.

Sem denúncias à Justiça até agora

O vice-ministro reforçou que o plano de melhoramento, que começou com a limpeza, deve continuar no Nacional de Itauguá. Mencionou além disso que à pasta sanitária compete realizar a intervenção administrativa diante das denúncias de assédio sexual no âmbito hospitalar. Mas levar os casos à Justiça compete exclusivamente às pessoas afetadas.

Conforme contou, das três afetadas pela conduta de seus superiores, até o momento não tem conhecimento de que tenham realizado a denúncia no âmbito judicial.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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