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Paraguai

Lima sobre o confinamento: "Ajustes na reposição e bom preço do gordo, está impulsionando a encerrar mais gado"

03/07/2026 11:45 3 min lectura 3 visualizações
Lima sobre el confinamiento: “Ajustes en la reposición y buen precio del gordo, está impulsando a encerrar más ganado”

O negócio do confinamento começou a mostrar um cenário de maior equilíbrio e melhores perspectivas para a segunda metade do ano. Com uma relação mais favorável entre o preço da reposição e o valor do gado gordo, os produtores voltaram a acelerar a carga dos currais, alentados por margens que continuam sendo positivas apesar das especulações dos mercados.

Horacio Lima, diretor técnico comercial de Vilomix, adiantou a Valor Agro que nas últimas semanas começou a observar-se uma mudança de atitude entre os invernadores. "Agora estão carregando mais os feedlots. Até pouco tempo atrás muitos vinham pisando no freio e esperando para encerrar animais, mas com os preços atuais a gente voltou a encerrar hacienda", afirmou durante uma entrevista no marco de Cooprolanda.

Para Lima, o mercado encontrou um ponto de equilíbrio que permite trabalhar com maior previsibilidade. Ainda que tenha reconhecido que existem interrogações sobre variáveis como o tipo de câmbio e a evolução do mercado internacional, considerou que o negócio continua oferecendo condições atraentes para produzir.

Quanto ao preço do gado gordo, explicou que o mercado hoje se move no entorno dos US$ 5 por quilo carcaça, com negócios que inclusive alcançam os US$ 5,30, enquanto que as expectativas apontam a valores próximos aos US$ 5,50 adiante. Porém, aclarou que o produtor já encontra rentabilidade com os preços atuais.

"Não faz falta esperar muito mais. Entre US$ 5 e US$ 5,50 seria um cenário espetacular e perfeitamente viável para continuar fazendo o negócio", assinalou.

Um dos fatores que fortaleceu essa equação foi a estabilização dos valores da reposição. Segundo explicou, a pausa na forte escalada que haviam mostrado os terneiros e toretões permitiu recuperar competitividade para os sistemas de engorde.

"Hoje se conseguem toretões no entorno de G. 17.000 por quilo e o desmamante também mostrou uma correção. Isso permitiu voltar a repor animais e planejar os próximos ciclos com maior tranquilidade", indicou.

Além disso, sustentou que o inverno também começou a gerar uma maior oferta de categorias de reposição, devido à menor disponibilidade de pastagens, o que contribuiu a moderar os valores e favorecer as decisões de compra para os sistemas intensivos.

Brasil aparece como a principal incógnita

O principal fator de incerteza para o segundo semestre, segundo Lima, provém do cenário internacional e particularmente do Brasil.

O técnico explicou que alguns produtores manifestam preocupação pela finalização de determinadas cotas de exportação para a China e o eventual redirecionamento de maiores volumes de carne brasileira para outros mercados.

Não obstante, considerou que esse cenário dificilmente gere um impacto significativo.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.

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