Libertad formalizou sua protesta contra o juiz Blas Romero
O presidente do conjunto repollero, Rubén Di Tore, confirmou que o clube apresentou uma nota formal à APF solicitando que tanto Romero quanto os integrantes da terna arbitral, incluído o VAR, não sejam mais designados para encontros em que participe Libertad.
"Hoje foi apresentada uma nota pedindo que o corpo arbitral não arbitre mais os jogos onde joguemos nós. Incluindo árbitro, VAR, todo o time que esteve na partida liderado em campo por Romero", expressou Di Tore.
O principal questionamento do Guma aponta para algumas ações pontuais do compromisso, especialmente uma jogada no final do encontro em que se reclamou uma possível infração penal. Segundo o presidente, a insatisfação reside no fato de que a ação sequer foi revisada pelo VAR. "O único que nós lhe dizemos é: vai revisar no VAR se foi assim ou não, como quando foi revisar o segundo amarelo. Por que não foi? Esse é o reclamo", sustentou o dirigente.
Di Tore manifestou que a partida tinha uma importância especial para Libertad, levando em consideração que enfrentava um rival direto e que uma eventual marcação de pênalti poderia modificar o resultado e permitir que se mantivesse na liderança do campeonato.
Mas a insatisfação do presidente do clube não ficou apenas nas decisões tomadas durante a partida. Di Tore também questionou com dureza o informe técnico que semanalmente divulga o Departamento de Árbitros da APF, onde se analisam as principais jogadas de cada rodada.
Com evidente ironia, apontou que a explicação fornecida sobre as ações polêmicas lhe pareceu excessivamente favorável aos responsáveis pela arbitragem. "Depois resulta que recebo o informe do Departamento de Árbitros e tudo foi maravilhoso. Quase que, quando escutei o informe, não me levantei e apludi", manifestou.
Inclusive utilizou uma frase contundente para descrever sua percepção sobre o apoio recebido pelos árbitros: garantiu que o informe representou uma espécie de "bênção papal" às decisões tomadas durante o compromisso.
Não obstante, Di Tore esclareceu que a postura de Libertad não representa um questionamento geral à arbitragem paraguaia, mas especificamente à atuação do time arbitral que esteve presente no duelo frente ao Cerro Porteño. "Podemos estar de acordo ou não, podemos ter razão ou não, mas fizemos nada mais que um reclamo respeitoso e aí ficará. Vamos ver o que acontece", finalizou.
O presidente gumarelo também pediu maior clareza e uniformidade nos critérios arbitrais, apontando que atualmente existem situações similares que recebem interpretações diferentes de acordo com a partida.
Dessa forma, Libertad deixou oficialmente sua postura registrada após o empate ante o Cerro Porteño e agora aguardará a resposta do Departamento de Árbitros da APF sobre o pedido apresentado pela instituição de Tuyucuá.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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