Lei pareja para otimizar recursos públicos
A racionalização do gasto público se instalou como um dos eixos da agenda econômica durante este ano. Enquanto o Poder Executivo começou a aplicar medidas de contenção do gasto por meio do Decreto Nº 6120, no Congresso avança a análise do projeto de lei denominado "A ley pareja nadie se queja", que visa a modificar o esquema de remunerações do setor público e eliminar privilégios considerados injustificados.
Ambas as iniciativas fazem parte de uma estratégia orientada a melhorar a eficiência do Estado, em um cenário marcado pela necessidade de administrar com maior cautela os recursos públicos, cumprir com as metas fiscais e priorizar o financiamento dos serviços essenciais.
Um dos passos mais recentes foi a promulgação do Decreto Nº 6120, por meio do qual o Poder Executivo estabeleceu restrições para a execução do Orçamento Geral da Nação correspondente ao exercício fiscal de 2026. A normativa, impulsionada pelo Ministério da Economia e Finanças (MEF), dispõe a suspensão de contratações para serviços de catering, almoços e provisão de bebidas nas instituições públicas, além de proibir novos processos para a compra de imóveis e a construção de obras que não sejam consideradas prioritárias.
Também limita a aquisição de mobiliários, equipamentos de informática e insumos administrativos não essenciais e fixa um teto de execução para vários grupos orçamentários, que não poderão superar o nível de gasto registrado durante 2025. As restrições alcançam igualmente a serviços técnicos e profissionais, serviços gerais, transporte e armazenagem, alocações complementares, máquinas, ferramentas e equipamentos de escritório.
Ao mesmo tempo, o Executivo resolveu preservar as áreas consideradas prioritárias. As limitações não alcançam os serviços de saúde, educação, segurança nem os programas sociais. Além disso, o Ministério da Economia poderá autorizar exceções quando existirem razões de interesse público devidamente justificadas.
Por sua vez, a Comissão de Contas e Controle decidiu postergar o tratamento do projeto de lei "A ley pareja nadie se queja", apresentado pelo senador Enrique Salyn Buzarquis, em consonância com a postura adotada pela Comissão de Fazenda e Orçamento. A proposta busca estabelecer um regime de maior equidade nas remunerações do setor público, eliminar privilégios salariais, racionalizar o gasto estatal e fortalecer a transparência na utilização dos recursos públicos. Contudo, o estudo ficou pendente devido à falta de uma análise sobre o impacto orçamentário que teria a eventual aprovação da iniciativa.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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