Latorre não se sente descartado para a Vice-Presidência e diz que pesquisa não será determinante
Presidente da Câmara de Deputados reafirma compromisso com Pedro Alliana e formação técnica
O presidente da Câmara de Deputados, Raúl Latorre, afirmou que não se sente descartado como possível companheiro de chapa de Pedro Alliana para as eleições de 2028 e sustentou que a pesquisa entre os aspirantes não será determinante para a eleição. Em declarações à rádio Monumental 1080 AM e, posteriormente, durante a coletiva de imprensa habitual das terças-feiras, ratificou que acompanhará a decisão do vice-presidente.
A medição inclui Latorre; o governador de Guairá, César Sosa, e o ministro da Indústria e Comércio, Marco Riquelme. Na entrevista radiofônica, o titular de Deputados indicou que tem conhecimento de que o levantamento está em andamento, embora tenha esclarecido que seus resultados serão uma ferramenta de orientação.
"O que tenho entendido é que vai ser um instrumento de ajuda", manifestou. Acrescentou que "não é determinante" e que a decisão não necessariamente favorecerá a quem obtenha maior respaldo na pesquisa.
Diante das indagações sobre a preferência expressa por Alliana por uma figura com perfil técnico, Latorre reivindicou durante a coletiva sua formação acadêmica e sua militância partidária.
"Sou doutor em medicina e cirurgia, especialista em otorrinolaringologia e cirurgia de cabeça e pescoço, tenho mestrado em planejamento e condução estratégica nacional do Colégio de Guerra, entre outros pós-graduados, mas ao mesmo tempo abracei o caminho do serviço através do Partido Colorado, então por suposto também me considero um militante", expressou.
Questionado sobre se essa preferência reduz suas possibilidades e as de Sosa, respondeu: "Eu não me sinto descartado, tampouco sinto que o Cesarito tenha sido descartado".
Latorre disse que seu compromisso possui dois componentes: respaldar a candidatura presidencial de Alliana e reconhecer seu direito de escolher o companheiro de chapa. Na Monumental recordou que mantém uma relação política de anos com o vice-presidente e que acompanhou suas candidaturas à presidência da Junta de Governo da ANR e à Vice-Presidência da República.
"E, finalmente, a decisão que ele tomar é a que eu vou apoiar", manifestou.
Na coletiva manteve essa postura quando o perguntaram especificamente sobre uma eventual eleição de Riquelme. "Se neste caso tocar que seja Marco, o que Pedro disser", respondeu.
Sobre o anúncio de que a definição se daria antes de 24 de novembro, sustentou que devem ser respeitados os tempos de Alliana, inclusive se precisar estender o prazo.
"Agora disse o companheiro Pedro que quer fazer antes de 24 de novembro e se assim o desejar, que assim o faça e se considera que necessita mais tempo para tomar essa decisão, adiante também", expressou.
Embora tenha reconhecido a expectativa que gera a eleição da dupla, considerou que o novo projeto político deve concentrar-se em suas propostas. "O que vamos fazer? O que vamos apresentar? Em que vamos insistir? O que vamos fazer diferente? Me parece que devem ser os temas centrais abordados por este novo projeto político", levantou.
Respecto a versões de aproximações de governadores a Arnoldo Wiens, pré-candidato da dissidência, Latorre disse à Monumental que não tem maiores detalhes, embora tenha reconhecido que se fala de conversas entre referentes de ambos os setores.
"As distâncias em política normalmente são muito menores do que aparentam", sinalizou.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.