Justiça ordena a captura de Morales por tráfico de menor
Tribunal renova mandado de prisão contra ex-presidente boliviano que não compareceu ao julgamento
A instalação do julgamento contra o ex-presidente Evo Morales por suposto tráfico de uma menor foi suspensa na segunda-feira na Bolívia devido à sua inassiduidade e um Tribunal renovou a ordem de captura contra ele, informou o Ministério Público.
A Promotoria o acusa de manter um relacionamento com uma adolescente de 15 anos com a qual teve uma filha quando era mandatário. Os pais da suposta vítima, segundo o processo, teriam consentido os fatos em troca de benefícios.
Morales, procurado pela Justiça desde outubro de 2024 por este caso, está na zona cocalera do Chapare, seu reduto político, sob a proteção de milhares de camponeses que montam guardas para evitar uma incursão policial.
"O julgamento fica suspenso" até que "compareça ou seja trazido à força pela polícia" Morales e a mãe da vítima, que também é acusada, disse segunda-feira em coletiva de imprensa Luis Gutiérrez, promotor responsável pelo caso.
A Justiça havia declarado o líder campesino "em rebeldia" em janeiro de 2025, quando não se apresentou a uma audiência para determinar sua prisão preventiva.
Esta condição impede, como ocorreu, que um processo comece até que o acusado se faça presente.
O Ministério Público informou que "diante da inassiduidade injustificada" o Poder Judiciário ratificou segunda-feira sua situação de rebelde e emitiu novas ordens de prisão e de impedimento de saída do país, embora já existissem outras vigentes pelo mesmo motivo.
"Já não é atribuição do Ministério Público, mas da Polícia Nacional" cumprir com a ordem de captura, acrescentou Gutiérrez.
A defesa do ex-mandatário socialista (2006-2019) rejeita as acusações e denuncia uma suposta "perseguição judicial".
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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