Junta Municipal de Asunción aprovou balanço 2025 após responder observações
Aprovação do balanço 2025
A Junta Municipal de Asunción aprovou o balanço financeiro correspondente ao exercício fiscal 2025 com 13 votos a favor e 10 contra. O diretor jurídico da municipalidade, Jorge Sabaté, explicou que o documento foi respaldado após responder as observações levantadas pelos vereadores e ressaltou que o controle técnico agora compete à Controladoria Geral da República.
Em conversa com o programa "Arriba Hoy", transmitido pelo canal GEN e Universo 970 AM/Nación Media, Sabaté ressaltou que a decisão dos vereadores foi um exercício pleno de democracia, observando que em seu momento eles tiveram os votos para rejeitar o balanço, embora tenha assinalado que foi uma decisão política.
Trabalho técnico anterior à aprovação
Sabaté explicou que para conseguir essa aprovação foi necessário um trabalho técnico que permitiu convencer as pessoas que estavam em discordância com o balanço apresentado inicialmente, o que resultou na votação favorável.
"Todas as observações que haviam sido feitas eram genéricas, e nada pontuais. Então, o que aconteceu agora, a intendência, o executivo municipal, devolveu o balanço com as correspondentes observações e agora sim foi aprovado no plenário da Junta Municipal", explicou.
Acrescentou que, independentemente de ser um colegiado dentro da estrutura da Junta Municipal, acaba-se gerenciando finalmente com os votos. Assinalou que no debate anterior, muitos manifestaram que foi por uma questão política, aspecto que se refletiu posteriormente quando o balanço foi devolvido sem observações específicas ou particulares.
Conteúdo do balanço
"O balanço é uma radiografia do estado contábil do município com seus bens, suas dívidas, seus haveres, e isso foi o que se refletiu. Aqui não há, não houve em nenhum momento, nem existe intenção de maquiar nada, nem de branquear absolutamente a ninguém. Com respeito às possíveis irregularidades, isso está na Promotoria e está sendo investigado", acrescentou Sabaté.
Papel da Controladoria Geral
Sabaté explicou que a aprovação de um balanço por parte da Junta Municipal tem a ver fundamentalmente se condiz ou não com a realidade. Mencionou que quem fará um controle técnico é o órgão controlador, e neste caso é a Controladoria Geral, para determinar tecnicamente se existe algum tipo de irregularidade.
"Ao momento de enviar o balanço à Junta, também se envia à Controladoria. A que finalmente determinará se algum pagamento se realizou de forma irregular ou falta alguma documentação será a Controladoria que informará. Depois, será a Controladoria que informará ao Ministério Público ditas irregularidades, esse é o mecanismo", precisou.
Esclareceu que a Junta Municipal não faz a análise técnica do balanço, mas uma valoração genérica, a menos que exista uma incongruência evidente. "A Junta Municipal não conta com técnicos específicos para determinar se este balanço carece de respaldo documental ou se foi cometida alguma irregularidade. A instituição que conta com os profissionais para fazer esse controle é a Controladoria", ressaltou.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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