Julgamento por transferência irregular de terras em zona fronteiriça
Iniciaram os procedimentos de julgamento oral e público contra uma ex-juíza civil e comercial de Assunção, que enfrenta acusação por suposto prevaricato. A magistrada está sendo julgada pela transferência irregular de aproximadamente 310 mil hectares localizadas em zona de segurança fronteiriça através de uma sentença que teria violado a Lei de Segurança Fronteiriça.
O tribunal de sentença está conformado por três juízes penais encarregados de analisar a evidência apresentada tanto pelo Ministério Público quanto pela querela adesiva. Durante a apresentação de alegações iniciais, o representante do Ministério Público enfatizou que durante o debate se demonstrará que a acusada abusou de sua posição ao ditar uma resolução manifestamente injusta e contrária ao direito.
Detalhes da acusação
Segundo a acusação, a sentença questionada foi ditada em 23 de novembro de 2018, quando a magistrada se desempenhava em Primeira Instância em o Civil e Comercial. A resolução ordenou a transferência das terras localizadas no Alto Paraguai a favor de quatro empresas estrangeiras.
O Ministério Público sustenta que a então magistrada não realizou as verificações requeridas por lei com respeito à identidade nem nacionalidade dos representantes das empresas demandantes. Tampouco comprovou adequadamente a natureza de suas ações ou títulos, descumprindo assim os requisitos estabelecidos na normativa de zona de segurança fronteiriça.
Implicações para a segurança nacional
A acusação menciona que este ato vulnerou a segurança nacional e a integridade territorial da República. Resulta relevante destacar que a ex-magistrada interrompeu uma licença de maternidade para retornar a seu gabinete e assinar a resolução, situação que foi questionada pelo Ministério Público como desnecessária.
O processo judicial continuará com a apresentação de provas e testemunhas que permitirão ao tribunal avaliar os fundamentos da acusação e determinar responsabilidades neste caso que envolve terras protegidas em zona fronteiriça.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do EstateNews Paraguay.
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