Juiz se opõe a suspender causa contra oficial de justiça de tribunal de Paz
Magistrado considera que o Ministério Público se retratou de sua acusação inicial
O magistrado considerou que o Ministério Público se retratou de sua acusação inicial para se alinhavar a uma saída processual inadequada no caso, como é a suspensão condicional do procedimento requerida pela defesa.
No caso, Ingrid Prette Goldenberg está acusada pela suposta produção imediata de documentos públicos de conteúdo falso, no marco de supostas notificações irregulares diligenciadas em um juízo executivo promovido por Nexo SA contra Priscila Milagros Gutiérrez Duré.
Na audiência preliminar, o fiscal Alcides Corvalán se ratificou de sua acusação e pedido de julgamento oral e público. Depois, o defensor Víctor Rivarola, pela defesa da acusada, requereu a suspensão condicional do procedimento, onde a processada admitiu os fatos. Ofereceu a soma de G. 200.000 de forma mensal, para a reparação do dano. Diante disso, o fiscal se alinhavou ao pedido.
A investigação se iniciou em 10 de março de 2022, com a denúncia de Priscila Milagros Gutiérrez Duré, pelos supostos fatos de produção imediata de documentos públicos de conteúdo falso, onde aponta Ingrid Natalia Macarena Prette Goldenberg.
Segundo relata, Priscila Gutiérrez contraiu uma dívida com o Banco Familiar, com sede na cidade de Pilar, em Ñeembucú, dívida que por razões particulares não pôde cumprir.
Depois, em dezembro de 2021, ao momento de receber seu salário, Gutiérrez Duré se deu conta de que seus haveres haviam sido penhorados no marco do juízo executivo "Nexo SA contra Priscila Milagro Gutiérrez Duré sobre cobrança de guaraníes", iniciado em Assunção, perante o Tribunal de Paz da Recoleta, a cargo do juiz Víctor Rodríguez Acosta.
A denunciante refere que ao verificar as razões do referido juízo executivo, se deu por inteirada de que a empresa Nexo SA havia comprado sua dívida e que o juízo foi iniciado pela soma de G. 11.780.082.
A mulher não nega a existência de sua dívida com a entidade bancária e tampouco a que existe com a empresa de cobranças, mas sim questionou a maneira em que foi levado a cabo o juízo executivo.
Segundo a investigação, a denunciante sustentou que nunca recebeu as cédulas de notificação supostamente entregues em seu domicílio de Pilar, apesar de que no expediente figuravam diligências assinadas pela oficial de justiça Ingrid Prette Goldenberg.
Em sua oposição, o juiz López ressaltou que o fato atribuído poderia superar o limite de pena requerido para acceder à suspensão condicional do procedimento.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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