Jon Favreau aposta em renovar Star Wars com The Mandalorian and Grogu
O diretor Jon Favreau quer "apresentar a uma nova geração" o universo criado por George Lucas há 50 anos, e por isso com o filme Star Wars: The Mandalorian and Grogu busca emocionar igualmente os espectadores menos entendidos e os fanáticos da saga com uma história inspirada em antigos mitos japoneses.
Cineasta de enorme impacto no cinema contemporâneo através de suas adaptações da Marvel e agora na saga de Star Wars, para a qual confessa que tem "muita vontade de criar mais histórias", Favreau (Nova York, 1966) está em Madrid para promover esta produção que estreia no próximo 22 de maio, com seu roteiro e direção.
Trata-se da continuação da série do Disney+ sobre um caçador de recompensas que nunca tira o capacete, interpretado pelo chileno Pedro Pascal, e seu encantador e pequeno protegido Grogu, conhecido popularmente como Baby Yoda.
Questionado sobre os mitos que inspiraram esta história e seus personagens, um amável e carismático Favreau fala de O Livro dos Cinco Anéis, de Miyamoto Musashi, um clássico sobre estratégia militar escrito por um samurai pouco antes de morrer em 1645.
"Penso no guerreiro que começa sendo um personagem mais egoísta e que, ao dominar a arte da espada, aprende que deve servir aos demais no mundo. Então alguém que começa buscando apenas glória e, talvez, egoisticamente, seu próprio poder, evolui até se converter em um personagem mais sábio", destaca.
A respeito disso, lembra que Star Wars sempre se relacionou estreitamente com a mitologia japonesa, com personagens como Obi-Wan Kenobi ou Yoda. "Embora estes sejam mandalorianos e não jedis, há uma evolução diferente em torno da cultura guerreira".
"Então creio que aí é onde provavelmente tiraria a maior inspiração, porque quando conhecemos o mandaloriano agora ele não é o mesmo personagem que era, através de sua relação com Grogu. Começou sendo um dos personagens com mais defeitos de Star Wars e agora é um dos melhores, e isso é uma grande evolução", sublinha.
"Se Star Wars vai seguir adiante é preciso apresentá-la a uma nova geração", reflete Favreau, que ao criar The Mandalorian, primeiro como série estreada em 2019 e agora como filme, quis "oferecer uma oportunidade para que as pessoas se adentrassem" neste mundo "sem se sentirem intimidadas por desconhecerem a história prévia".
"Embora o universo seja antigo e quem entende o contexto apreciará mais os detalhes e compreenderá a importância das coisas na história geral, estes personagens eram novos", uma circunstância que colocou em igualdade de condições os espectadores que conheceram esta história galáctica há 50 anos com os atuais, e isso é algo que beneficiou o sucesso deste ramo da saga.
Favreau lembra que a emoção que sentiu aos 10 anos ao ver Star Wars pela primeira vez ainda o acompanha. "Assim como com a música continuamos amando a que gostávamos quando pequenos, aqui se conecta com os personagens que se viram pela primeira vez nessa idade", reflete.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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