Jan de Nul garante que não haverá participação chinesa na concessão da hidrovia Paraná-Paraguai
Compromisso com fornecedores ocidentais
Jan de Nul reafirmou que a estrutura societária projetada para a futura concessionária da hidrovia Paraná-Paraguai, assim como o esquema de financiamento e fornecedores estratégicos previstos, não contemplarão participação de empresas chinesas, financiamento soberano estrangeiro nem ingerência estatal externa na operação da concessão.
A empresa belga indicou que, caso resulte adjudicatária, incorporará soluções tecnológicas fornecidas por companhias ocidentais, priorizando as provenientes dos Estados Unidos.
Importância da hidrovia
A hidrovia Paraná-Paraguai constitui uma infraestrutura-chave para a saída de navios de cargas de cinco países sul-americanos rumo ao Atlântico. A Argentina busca entregar sua operação a um operador privado que obterá uma receita média de USD 618,6 milhões anuais durante o período base de concessão de 25 anos.
Processo de licitação
Jan de Nul, em parceria com a empresa argentina ServiMagnus, compete na licitação com a multinacional belga Dredging, Environmental & Marine Engineering (DEME). Ambas as empresas apresentaram ofertas econômicas idênticas, embora o Governo da Argentina tenha concedido uma melhor avaliação à proposta técnica de Jan de Nul.
Este é o segundo processo de licitação que o Governo de Javier Milei conduz, após o primeiro, lançado em novembro de 2024, ter sido declarado nulo em fevereiro de 2025 diante da apresentação de uma única oferta.
Contexto internacional
O processo de licitação gerou interesse internacional. Um consórcio de empresas estadunidenses que respaldam a DEME enviou uma carta à Casa Branca e ao Governo argentino expressando preocupações sobre a transparência do processo. Do mesmo modo, um legislador republicano dos Estados Unidos dirigiu uma comunicação ao secretário de Estado expressando observações sobre a operação.
Em resposta a essas inquietações, executivos de Jan de Nul se reuniram com o embaixador dos Estados Unidos em Buenos Aires para esclarecer os termos de sua participação na licitação.
"O consórcio priorizará a contratação de fornecedores e soluções tecnológicas confiáveis alinhadas com os interesses estratégicos do Ocidente e com as diretrizes de política externa impulsionadas pelo Governo da República Argentina", indica o comunicado de Jan de Nul.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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