Jamenei chama EUA de "grande Satã" e acusa país de violar memorando com Irã
"As reiteradas violações do grande satã (Estados Unidos) aos compromissos assumidos no memorando de entendimento firmado entre os presidentes do Irã e Estados Unidos demonstraram uma vez mais a todos quão inútil e inválida é a assinatura do presidente americano", afirmou Jamenei em declarações divulgadas em suas redes sociais e pela televisão estatal.
O líder supremo iraniano acusou os EUA de terem mostrado novamente seu "verdadeiro rosto" e afirmou que a experiência dos últimos acontecimentos constitui uma nova prova da "mentira, irracionalidade, falta de confiabilidade e maldade" de Washington.
Os Estados Unidos vêm atacando desde o sábado passado as cidades do sul do Irã, depois que o presidente americano, Donald Trump, deu por terminado o memorando de entendimento firmado com o Irã em meados de junho devido aos ataques de Teerã contra navios comerciais no estreito de Ormuz.
Washington também reimpôs na terça-feira o bloqueio naval contra o Irã, dois dias após a República Islâmica declarar novamente fechado o estratégico passagem marítima.
O líder iraniano advertiu aos Estados Unidos de que, se continuar buscando a guerra, deve saber que o Irã e seus aliados do Eixo da Resistência, em referência ao Hezbollah e aos houthis do Iêmen, têm "lições inesquecíveis" para o país norte-americano.
Jamenei, que não aparecia em público desde sua designação como líder supremo do país em março passado, chamou ainda à unidade nacional e pediu à população e às autoridades que evitem as divisões e os conflitos internos diante do que qualificou de "inimigo americano criminoso e astuto".
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Pouco antes, o vice-ministro de Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, afirmou que o país suspendeu seus compromissos e a aplicação do memorando de entendimento, ao denunciar que "os Estados Unidos violaram e suspenderam todas as suas obrigações no marco do acordo", conforme informou a agência Tasnim.
Igualmente, o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores iraniano, Ismail Baghaei, acusou Washington de pressionar os navios para que utilizassem uma "rota paralela" no estreito de Ormuz, afastando-se da rota designada pelas autoridades iranianas, o que, segundo afirmou, contraria os termos do memorando.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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