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Política

Já são 500 médicos demissionários e Saúde apresenta nova proposta

Governo busca evitar nova greve com proposta de escalonamento salarial baseado em antigüidade e formação acadêmica

08/09/2026 01:45 3 min lectura 330 visualizações

Oscilações. As tentativas de evitar uma nova greve de médicos continuam por parte dos representantes do Governo, que estão preocupados com as renúncias dos especialistas.

A doutora Nélida Caballero, anestesiologista do Hospital Geral Pediátrico Acosta Ñu, detalhou que hoje foram apresentadas na mesa de entrada do Ministério da Saúde aproximadamente 210 renúncias; com essa quantidade o número de demissões de profissionais chega a aproximadamente 500, já que até sexta-feira foram apresentadas 290 renúncias.

Esta manhã, representantes de sindicatos e sociedades médicas tiveram uma reunião com a ministra da Saúde, doutora María Teresa Barán; o ministro da Economia e Finanças, Oscar Lovera, e a ministra do Trabalho, Mónica Recalde.

A reunião teve caráter privado. O doutor Roberto Riveros, da Sociedade Paraguaia de Cirurgia Pediátrica, deu alguns detalhes do encontro a Última Hora.

"Realmente nos passaram uma proposta, mas ainda não tive tempo de me sentar para analisar os números. Basicamente é uma nova proposta na qual se estabelece a antigüidade, além da formação acadêmica".

Riveros esclareceu que o escalonamento proposto é muito variável, já que depende do grau acadêmico de vários profissionais e da antigüidade. Indicou que são números que devem ser analisados para chegar a um resultado.

Em comunicação com os meios de imprensa, o cirurgião pediátrico adiantou que dentro do projeto também ingressarão os médicos que não possuem um grau de especialidade.

"Melhora a oferta salarial porque abrange todos os médicos que estamos no Ministério da Saúde. E esse escalonamento vai ser um pouco mais justo com base nos números que nós buscamos"
, pontualizou.

Adiantou que a proposta será analisada em grupo para estudar se os números estão dentro do que vêm exigindo em seus reclamos há semanas.

Segundo contou, em princípio voltarão a se reunir com as autoridades em 48 horas. Adiantou que se existir um acordo entre as partes ficará sem efeito a greve de 21 e 22 de setembro.

A Dra. Caballero pôde inteirar-se de que, segundo disseram na reunião, o tratamento das demissões está em pausa por parte do Ministério. Ressaltou que existe uma maior abertura por parte das autoridades para o diálogo e tentar destravar a crise atual.

Desde o Sindicato Nacional de Médicos (Sinamed), esclareceram que não foram convocados para nenhuma reunião com as autoridades dos ministérios, como ocorreu com os subespecialistas.

A doutora Rosanna González, dirigente de Sinamed, enfatizou que não veem com bons olhos o que fez o ministério ao chamar apenas os demissionários subespecialistas.

"Se eles realmente querem destravar o problema, o que teriam que ter feito? Chamá-los a todos para conversar. É certo que existe hoje uma urgência de resolver o problema das renúncias, a crise está instalada".

A sindicalista esclareceu que não existe nem uma ruptura entre os médicos que lutam, já que Riveros informou sobre o chamado à reunião no Ministério da Saúde.

Deixou claro também que não estudarão a proposta que foi apresentada ante o cirurgião e os outros participantes da reunião, já que Sinamed aguarda ser incluído nas negociações.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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