Já são 500 médicos demissionários e Saúde apresenta nova proposta
Governo busca evitar nova greve com proposta de escalonamento salarial baseado em antigüidade e formação acadêmica
Oscilações. As tentativas de evitar uma nova greve de médicos continuam por parte dos representantes do Governo, que estão preocupados com as renúncias dos especialistas.
A doutora Nélida Caballero, anestesiologista do Hospital Geral Pediátrico Acosta Ñu, detalhou que hoje foram apresentadas na mesa de entrada do Ministério da Saúde aproximadamente 210 renúncias; com essa quantidade o número de demissões de profissionais chega a aproximadamente 500, já que até sexta-feira foram apresentadas 290 renúncias.
Esta manhã, representantes de sindicatos e sociedades médicas tiveram uma reunião com a ministra da Saúde, doutora María Teresa Barán; o ministro da Economia e Finanças, Oscar Lovera, e a ministra do Trabalho, Mónica Recalde.
A reunião teve caráter privado. O doutor Roberto Riveros, da Sociedade Paraguaia de Cirurgia Pediátrica, deu alguns detalhes do encontro a Última Hora.
"Realmente nos passaram uma proposta, mas ainda não tive tempo de me sentar para analisar os números. Basicamente é uma nova proposta na qual se estabelece a antigüidade, além da formação acadêmica".
Riveros esclareceu que o escalonamento proposto é muito variável, já que depende do grau acadêmico de vários profissionais e da antigüidade. Indicou que são números que devem ser analisados para chegar a um resultado.
Em comunicação com os meios de imprensa, o cirurgião pediátrico adiantou que dentro do projeto também ingressarão os médicos que não possuem um grau de especialidade.
"Melhora a oferta salarial porque abrange todos os médicos que estamos no Ministério da Saúde. E esse escalonamento vai ser um pouco mais justo com base nos números que nós buscamos", pontualizou.
Adiantou que a proposta será analisada em grupo para estudar se os números estão dentro do que vêm exigindo em seus reclamos há semanas.
Segundo contou, em princípio voltarão a se reunir com as autoridades em 48 horas. Adiantou que se existir um acordo entre as partes ficará sem efeito a greve de 21 e 22 de setembro.
A Dra. Caballero pôde inteirar-se de que, segundo disseram na reunião, o tratamento das demissões está em pausa por parte do Ministério. Ressaltou que existe uma maior abertura por parte das autoridades para o diálogo e tentar destravar a crise atual.
Desde o Sindicato Nacional de Médicos (Sinamed), esclareceram que não foram convocados para nenhuma reunião com as autoridades dos ministérios, como ocorreu com os subespecialistas.
A doutora Rosanna González, dirigente de Sinamed, enfatizou que não veem com bons olhos o que fez o ministério ao chamar apenas os demissionários subespecialistas.
"Se eles realmente querem destravar o problema, o que teriam que ter feito? Chamá-los a todos para conversar. É certo que existe hoje uma urgência de resolver o problema das renúncias, a crise está instalada".
A sindicalista esclareceu que não existe nem uma ruptura entre os médicos que lutam, já que Riveros informou sobre o chamado à reunião no Ministério da Saúde.
Deixou claro também que não estudarão a proposta que foi apresentada ante o cirurgião e os outros participantes da reunião, já que Sinamed aguarda ser incluído nas negociações.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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