Israel com força: Paraguai aumentou 24% o volume e 26% o valor médio de exportação até junho
Israel consolidou-se como um dos mercados mais dinâmicos para a carne bovina paraguaia durante o primeiro semestre de 2026. Em um contexto de firme demanda internacional e melhoria nos valores de exportação, os embarques para esse destino cresceram com força tanto em volume como em preço, transformando-se no terceiro principal comprador de carne paraguaia, apenas atrás do Chile e Estados Unidos.
De acordo com informações de Senacsa, o Paraguai exportou 19.615 toneladas de carne bovina para Israel entre janeiro e junho, o que representa um crescimento interanual de 24%.
A expansão foi especialmente marcada em junho, quando os embarques alcançaram 5.659 toneladas, o maior volume mensal registrado nos últimos anos.
O desempenho de junho permitiu que Israel se colocasse como o segundo principal destino da carne paraguaia durante esse mês, muito próximo do Chile, que liderou as compras com 6.617 toneladas.
A evolução confirma o crescente peso que este mercado vem adquirindo dentro da estratégia exportadora do setor frigorífico paraguaio.
Mas o crescimento não se reflete apenas no volume. O mercado israelense também mostrou uma importante valorização do produto paraguaio. Durante o semestre, o preço médio de exportação alcançou US$ 7.959 por tonelada, um incremento de 26% em relação ao mesmo período do ano anterior, consolidando-se como um dos destinos de maior valor para a carne nacional.
Demanda sustentada pelo contexto regional
Segundo importadores israelenses consultados por Faxcarne, o aumento das compras responde, em grande medida, à necessidade de reforçar os abastecimentos internos em meio ao conflito que atravessa a região desde os ataques terroristas do Hamas de 7 de outubro de 2023.
As fontes apontaram que existe uma política de acumulação de estoques para garantir o suprimento, o que impulsionou uma maior atividade das plantas paraguaias habilitadas para esse mercado. Atualmente, os frigoríficos que produzem sob o rito kosher estariam trabalhando em duplo turno, com abates próximos a 700 bovinos diários.
Ao mesmo tempo, operadores do mercado destacaram que a melhoria genética e a maior qualidade do gado paraguaio estão permitindo incrementar as colocações de carne resfriada, um segmento de maior valor agregado. A isso se soma a perda de competitividade da Argentina, onde os elevados preços do gado redirecionaram parte da demanda para o Paraguai e Uruguai.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.
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