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Internacional

Irã: "EUA deve escolher entre mal acordo ou missão militar impossível"

Guardiães da Revolução desafiam Washington após Trump rejeitar proposta iraniana

04/05/2026 17:00 3 min lectura 60 visualizações
Irán: “EEUU debe elegir entre mal acuerdo o misión militar imposible”

Os Guardiães da Revolução iranianos desafiaram este domingo os Estados Unidos a escolher entre uma operação militar "impossível" ou um "mal acordo" com Teerã, depois que o presidente Donald Trump menosprezou a última proposta do Irã para pôr fim à guerra.

A situação entre os dois países continua estancada desde a entrada em vigor do cessar-fogo em 8 de abril, após quase 40 dias de ataques estadunidenses-israelenses contra o Irã e de represálias de Teerã na região.

Os esforços diplomáticos não conseguiram reativar as infrutíferas negociações realizadas em Islamabad em 11 de abril devido às profundas discrepâncias em temas como o bloqueio do Estreito de Ormuz ou o programa nuclear da República Islâmica.

Para dar uma nova oportunidade ao diálogo, Teerã apresentou uma proposta revisada a Washington, que já respondeu através do Paquistão, que atua como mediador, informou domingo à noite a diplomacia iraniana.

"Estamos examinando-a e formularemos a resposta apropriada", declarou o porta-voz do Ministério iraniano de Relações Exteriores, Esmail Baqai.

Porém, no sábado, o presidente estadunidense colocou em dúvida a possibilidade de aceitar a proposta iraniana.

"Não consigo imaginar que seja aceitável, já que ainda não pagaram um preço suficientemente alto pelo que fizeram à humanidade e ao mundo nos últimos 47 anos", disse em sua plataforma Truth Social.

UM MÊS DE PRAZO

O site estadunidense de notícias Axios informou, citando duas fontes a par da proposta, que esta fixava "um prazo de um mês para negociar um acordo que permita reabrir o Estreito de Ormuz, pôr fim ao bloqueio naval estadunidense e terminar de forma permanente a guerra no Irã e no Líbano".

Domingo, em comunicado divulgado pela televisão pública, os Guardiães da Revolução iranianos afirmaram que "a margem de manobra dos Estados Unidos em matéria de tomada de decisões se reduziu".

"Trump deve escolher entre uma operação impossível ou um mal acordo com a República Islâmica do Irã", insistiram.

Este órgão menciona um "ultimato" iraniano sobre o bloqueio estadunidense dos portos iranianos e uma "mudança de tom" da China, Rússia e Europa com relação a Washington.

14 PONTOS

Segundo as agências de notícias iranianas, o plano que o Irã transmitiu a Washington consta de 14 pontos e busca pôr fim à contenda bélica em um prazo de 30 dias.

A agência Tasnim afirma que Teerã exige a retirada das forças estadunidenses das zonas próximas ao Irã, o levantamento do bloqueio dos portos e do congelamento dos ativos iranianos, o pagamento de indenizações, o levantamento das sanções, um "mecanismo" para o Estreito de Ormuz e "o fim da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano".

Este país se viu arrastado para a guerra quando o grupo pró-iraniano Hezbollah atacou Israel para vingar a morte do líder iraniano Ali Khamenei no primeiro dia dos bombardeios.

Domingo Israel ordenou a evacuação "urgente" das localidades situadas além do setor que controla no sul do Líbano e que designa como "zona de segurança".

Tasnim não menciona o programa nuclear, um tema crucial para os Estados Unidos e Israel, que acusam o Irã de querer se dotar da bomba atômica. O país nega.

"Nosso plano se centra exclusivamente em pôr fim à guerra", sinalizou Baqai.

O Irã já havia enviado esta semana uma proposta através do Paquistão.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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