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Internacional

Irã apresenta lista de exigências que EUA devem cumprir para reabertura de Ormuz

09/08/2026 01:45 3 min lectura 2 visualizações

"Até que Estados Unidos não corrija seu comportamento, o estreito de Ormuz não será aberto", afirmou o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, Mohamad Baqer Zolgadr, em comunicado recebido pela agência estatal IRNA.

Zolgadr detalhou seis condições que, conforme Teerã, constituiriam essa "correção de comportamento" por parte de Washington. Entre elas mencionou o levantamento do bloqueio naval contra o Irã, o fim das sanções, a liberação dos ativos iranianos bloqueados e a compensação pelos danos provocados pelo que qualificou como "duas guerras impostas", uma exigência que também constava no memorando de entendimento assinado entre as partes em meados de junho.

O alto cargo de segurança iraniano reclamou ainda o fim das ameaças contra o Irã, a cessação das operações militares contra o país e seus aliados regionais no Líbano, Palestina, Iêmen e Iraque, assim como a retirada das forças militares estadunidenses deslocadas ao redor da República Islâmica.

"Estas são as demandas do povo iraniano", afirmou Zolgadr.

O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional insistiu que a instituição "nunca cederá", nem no âmbito militar nem nas negociações.

Suas declarações ocorrem após outros altos cargos iranianos vincularem também a reabertura do estreito de Ormuz à aceitação de condições por parte de Estados Unidos.

O ministro iraniano das Relações Exteriores, Abás Araqchí, condicionou neste sábado a reabertura de Ormuz a que Estados Unidos compense suas supostas violações do memorando de entendimento de junho, enquanto anunciou que seu país está "muito perto" de alcançar um acordo com Omã sobre o mecanismo jurídico e a gestão da estratégica passagem marítima, assim como sobre a determinação das rotas de navegação pelo estreito.

Igualmente, o porta-voz da Guarda Revolucionária, o general Hosein Mohebí, afirmou que a reabertura da estratégica passagem marítima dependerá de que Washington aceite plenamente as condições de Teerã e deixe de interferir nas negociações regionais.

Omã, país ribeirinho do estreito junto ao Irã, afirmou neste sábado que as conversações com Teerã sobre a navegação em Ormuz são "positivas", mas advertiu que os ataques contra navios que transitam por esta rota marítima, onde o Irã realizou várias operações recentemente, poderiam "afetar" ditas negociações.

O Ministério das Relações Exteriores omanita pronunciou-se assim pouco depois de Emirados Árabes Unidos (EAU) denunciar que o Irã havia atacado um navio-tanque da estatal Companhia Nacional de Petróleo de Abu Dabi (ADNOC) no estreito, uma acusação sobre a qual Teerã não se manifestou.

O Irã anunciou em meados de julho um novo fechamento do estreito de Ormuz, por onde antes da guerra transitava 20% do petróleo bruto mundial, em meio a ataques cruzados com EUA. Washington respondeu restabelecendo o bloqueio naval sobre portos e navios iranianos, o que paralisou as negociações entre ambas as partes no marco do memorando de entendimento para a paz assinado em 17 de junho. EFE

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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