IPS suspende licitação milionária após objeções da DNCP
Conselho de Administração cancela processo de contratação para obras na UTI do Hospital Central
O Conselho de Administração do Instituto de Previsão Social (IPS) resolveu cancelar a licitação por G. 1.435 milhões para obras eléctricas e traslado de equipos eletromecânicos na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Central. A decisão se produziu após a intervenção da Direção Nacional de Contratações Públicas (DNCP), que anulou uma adjudicação pela descalificação indevida da oferta mais barata, e questionamentos sobre a viabilidade técnica das obras.
O Instituto de Previsão Social (IPS) colocou freio a um controvertido processo de contratação para intervir na infraestrutura da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de adultos e pediátrica do Hospital Central. O Conselho de Administração decidiu cancelar a licitação correspondente ao Bloco 6 e deter os trabalhos que vinham sendo executados na planta baixa, ao considerar necessária uma revisão do planejamento das obras.
A decisão afeta a Licitação Pública Nacional nº 103/25, cujo orçamento ascende a G. 1.435.797.659. O chamado contempla a readequação das instalações eléctricas e o traslado de equipos eletromecânicos na área de Terapia Intensiva, um setor chave para a atenção de pacientes que requerem cuidados especializados.
O procedimento ficou envolvido em questionamentos depois que a Direção Nacional de Contratações Públicas (DNCP) anulou a adjudicação inicial ao Consórcio OMEC, após detectar irregularidades na descalificação de uma das empresas participantes.
A oferta mais barata foi descalificada. O conflito originou-se quando o IPS excluiu a firma TES Engenharia, que havia apresentado a proposta econômica mais baixa, por não constar o número do Certificado de Produto e Emprego Nacional (CPEN) na planilha de custos.
Porém, a DNCP concluiu que a descalificação não correspondia, devido ao fato de que o edital de bases e condições estabelecia que essa omissão não constituía uma causal de eliminação da oferta.
A partir dessa observação, o órgão de controle anulou a adjudicação e determinou a reavaliação das propostas apresentadas. A decisão colocou sob questionamento o critério aplicado pelas áreas responsáveis das contratações do IPS, que continuaram ratificando a exclusão da firma apesar da resolução emitida pela DNCP.
A controvérsia adquiriu maior relevância porque a proposta descartada era a de menor preço, enquanto o processo havia sido adjudicado inicialmente ao Consórcio OMEC. A diferença entre as ofertas e a aplicação dos requisitos do edital ficaram assim no centro da discussão sobre a transparência e a avaliação técnica do chamado.
Nota relacionada: IPS: Insistem em licitação anulada que favorece a oferta mais cara
O expediente foi tratado na segunda-feira durante a Sessão Extraordinária. Para a abordagem analisaram-se os anexos de reavaliação das ofertas, a comparativa de preços e os relatórios elaborados pelo Equipo Técnico Multidisciplinário e a Direção Operativa de Contratações.
A discussão não se limitou à avaliação econômica das propostas. Também incluiu a situação das intervenções previstas no Bloco 6 e os trabalhos que se realizavam na planta baixa do Hospital Central, cuja continuidade foi questionada por razões de viabilidade técnica.
Nesse contexto, o conselheiro José Emilio Argaña colocou a necessidade de cancelar o chamado e suspender paralelamente as obras em execução na planta baixa, com o objetivo de reorganizar ambas as intervenções e evitar que se avançasse com trabalhos que, segundo o exposto durante a análise, não resultavam tecnicamente viáveis.
A moção foi aprovada pelo Conselho de Administração, que resolveu frear o procedimento sob os critérios de revisão da planificação das obras.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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