IPS recuperou G. 9.391 milhões em 2024 de uma dívida cuja redução foi acordada na era Abdo
Governo Peña executa cobrança de débito de empresa ligada à família política do ex-presidente
Em um novo caso de manipulação mediática, o jornal Abc Color do Grupo Zuccolillo pretende atribuir ao mandatário Santiago Peña a digitação de um acordo com redução milionária da dívida de uma empresa da família política de Mario Abdo Benítez, em prejuízo do Instituto de Previsión Social (IPS).
Porém, foi em 2018, durante a gestão abdista que se "arranjou" um acordo que reduzia a dívida de mais de G. 10.000 milhões para G. 5.557 milhões em benefício do Consorcio Hotelero Sudamericano, propriedade de seus familiares políticos.
Foi em 2024, durante a presidência de Peña que, ao verificar-se o descumprimento do acordo de 2018, se executou a cobrança de G. 9.391 milhões da dívida em favor do IPS, ficando pendente o cobro do adeudado desde 2018 em adiante.
Empresa da família
O Consorcio Sudamericano SA (de Jorge López Moreira e Colaso Bo, família política de Mario Abdo Benítez) adeudava desde 2014 a soma de G. 5.547 milhões ao Instituto de Previsión Social (IPS), dívida que foi litigada por muitos anos pela previdencial, que conseguiu vencer em todas as instâncias judiciais o cobro do capital e dos juros.
Para 2017, a dívida já alcançava mais de G. 10.000 milhões. No ano seguinte, apesar de ter vencido o julgamento, a previdencial aceitou um acordo extrajudicial para que a dívida ficasse em G. 5.557 milhões.
Isto gerou uma redução da dívida de até G. 5.000 milhões durante a era Abdo; além disso, permitiu-se o pagamento parcelado em 120 quotas, com juros de 1% mensal (12% anual) aplicável à mora das quotas. Um acordo favorecedor para a empresa.
Cobrança na era Peña
A situação mudou em 2024, já no governo de Peña, quando a previdencial verificou o acordo e constatou seu descumprimento, exigindo o pagamento correspondente por meio da execução de cobro. Assim, IPS conseguiu cobrar em uma primeira instância G. 7.500 milhões e posteriormente G. 1.891 milhões, somando assim um ingresso total de G. 9.391 milhões aos cofres da instituição.
Apesar da recuperação da dívida e do novo acordo, o meio dos Zuccolillo tentou distorcer o ocorrido, atribuindo ao governo de Peña a redução acordada em plena era Abdo para a empresa de sua família política.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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