IPS autoriza nova licitação de serviços médicos terceirizados em Caaguazú por G. 25.000 milhões
Autorização de nova licitação
O Conselho de Administração do Instituto de Previsão Social (IPS), sob administração de Derlis León, autorizou o chamado a licitação para contratar serviços médicos terceirizados no Departamento de Caaguazú, por G. 25.000 milhões.
A Resolução CA N° 068-001/2026, aprovada em 17 de setembro, autoriza a LPN N° 49/2026 "Contratação de serviços médicos terceirizados para o Departamento de Caaguazú", com ID Nº 488.289. O processo tem caráter plurianual e conta com disponibilidade orçamentária certificada pelo IPS.
Características do montante e despesa
O montante previsto para a contratação é de G. 25.000 milhões, segundo análise de preços referenciais realizada pela Unidade Operativa de Contratações. A despesa corresponde ao objeto de gasto 275, destinado a serviços de primeiros socorros e terceirizados.
Continuidade do modelo de terceirização
A nova licitação dá continuidade ao modelo de terceirização que o IPS já utiliza em Caaguazú. O antecedente imediato é a LPN N° 120/2025, ID 475415, denominada "Contratação de serviços médicos terceirizados em hospitais do Departamento de Caaguazú", que foi adjudicada por G. 25.000 milhões.
Em agosto passado, o Conselho aprovou uma adenda para prorrogar e ampliar os serviços contratados com a Associação Civil Luz e Vida e o Sanatório San Carlos. A terceirização foi apresentada como um mecanismo para garantir as prestações e evitar que os segurados precisem se deslocar até Assunção.
Beneficiários dos serviços
Segundo dados apresentados pela Direção de Gestão Médica, os serviços terceirizados no quinto departamento beneficiam aproximadamente 35.000 segurados.
Debate sobre a terceirização
O esquema de contratação com provedores privados tem gerado um debate interno sobre como o IPS deve recorrer a esses serviços em um contexto de restrições orçamentárias.
Durante debates anteriores sobre ampliações contratuais, integrantes do Conselho apontaram que as derivações devem se concentrar em prestações que realmente não possam ser absorvidas pelos hospitais da instituição.
A então conselheira Betina Albertini havia alertado sobre as restrições orçamentárias do IPS e questionado a continuidade de determinadas tercerizações. O então presidente Isaías Fretes também havia levantado que as prestações de menor complexidade deveriam ser resolvidas dentro da própria rede institucional quando houvesse capacidade para tanto.
Nesse contexto, o Conselho havia proposto reforçar os controles sobre as derivações para evitar que consultas ou procedimentos que possam ser realizados em estabelecimentos do IPS gerem despesas adicionais no setor privado.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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