IPS apresenta desafios na estrutura salarial do pessoal de enfermagem
Inequidade remuneratória e altas taxas de renúncias afetam o setor
Inequidade salarial na enfermagem do IPS
A licenciada Marina Barrios, responsável pela enfermagem do Instituto de Previsão Social (IPS), informou sobre a existência de uma importante inequidade na remuneração do pessoal contratado nesta área. Segundo seus dados, há 569 enfermeiros que recebem menos do salário mínimo, enquanto 4.152 percebem G. 3.000.000.
"Hoje esta inequidade se distribui em diferentes remunerações que está visível nisso", expressou Barrios ao detalhar os diversos níveis de pagamento que recebe o pessoal de enfermagem em diferentes funções.
Posições sem reconhecimento hierárquico
Entre os problemas identificados, Barrios destacou que os supervisores de área interior, de área central, de área de docência, e a supervisão e chefia do hospital de especialidades cirúrgicas não contam com nível hierárquico estabelecido. Isso significa que nenhum dos profissionais nestes cargos recebe bonificação por cargo, plus ou compensação adicional. Os supervisores de interior tampouco percebem um pagamento extra para a mobilidade.
A diretora de enfermagem comentou que há três anos lutam pela reivindicação de uma melhor remuneração para os profissionais que ocupam estas posições.
Alta taxa de renúncias
A situação salarial gerou um problema adicional: as constantes renúncias do pessoal de enfermagem. Barrios expressou sua preocupação ante o conselho diretivo a respeito desta tendência.
"Realmente senhor presidente e senhores conselheiros estamos com muita preocupação pela baixa de recursos humanos. Hoje temos dentro do Hospital Central 35 enfermeiros dos quais correspondem a cinco renúncias por mês. E no Ingavi calculamos que são de sete a oito as renúncias", assinalou.
As renúncias se concentram principalmente na Unidade de Emergência Médica de Adultos (UEMA), Cardiocirurgia e Neonatologia. No serviço de salas cirúrgicas do Ingavi, onde foram contratados 20 enfermeiros, 50% já apresentou renúncia.
Resposta institucional
O presidente do IPS, Isaías Fretes, expressou sua preocupação pela situação herdada de administrações anteriores a respeito da remuneração e atenção do recurso humano em enfermagem.
"Quando a instituição não cuida sua essência, seu caráter, que é o recurso humano, tende a desaparecer", assinalou Fretes de maneira enfática.
Ante a consulta sobre quantos recursos humanos necessita a previdenciária para cobrir suas necessidades atuais, Barrios indicou que se requerem 600 enfermeiros no Hospital Central e 190 no Ingavi para uma operação ótima.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.