IPS analisa mudança legal para evitar que prescrever as dívidas
O Instituto de Previsão Social (IPS) analisa impulsar um projeto de lei para declarar a imprescritibilidade das dívidas por aportes e contribuições devidas à instituição, como parte de uma série de medidas orientadas a fortalecer o financiamento do sistema previdenciário.
A iniciativa figura no informe de gestão correspondente ao primeiro semestre de 2026, dentro do eixo denominado "Sustentabilidade do Fundo Comum de Jubilações e Pensões", onde o IPS expõe as ações que impulsa para reforçar os recursos que sustentam as prestações econômicas.
Segundo o documento, o projeto propõe que as obrigações por aportes e contribuições ao IPS não prescrevam com o transcurso do tempo e, além disso, propõe proibir a aplicação de descontos ou reduções sobre essas dívidas.
O informe aponta que o objetivo é
"garantir o financiamento a longo prazo evitando a perda de ativos pelo passar do tempo", razão pela qual a proposta encontra-se atualmente em etapa de análise.
Embora a previdenciária apresente a iniciativa como um mecanismo para fortalecer suas receitas, o informe não permite dimensionar o impacto financeiro que teria a medida.
O documento não informa quantas dívidas por aportes prescreveram sob o regime vigente, quantos créditos encontram-se atualmente em risco de prescrição nem o montante que eventualmente poderia recuperar-se caso a iniciativa se converta em lei. Consequentemente, não é possível quantificar o benefício econômico potencial da proposta apenas com a informação apresentada no informe.
A imprescritibilidade das dívidas faz parte de um pacote de medidas orientadas a fortalecer a sustentabilidade financeira do IPS.
Entre elas, o informe menciona o redesenho do Sistema de Gestão Integral de Aporte Patronal e Recaudações, com o propósito de melhorar a eficiência, a transparência e a rastreabilidade na administração dos aportes obrero-patronais. Para isso, a instituição conformou uma equipe multidisciplinar e elaborou um diagnóstico dos processos atuais, conforme indicam.
Igualmente, o IPS analisa um projeto de lei sobre o reembolso de despesas médicas a cotizantes em casos de inadimplemento de serviços e uma proposta para otimizar a gestão de seu patrimônio imobiliário com fins de financiamento.
Os aportes de empregadores e trabalhadores constituem a principal fonte de financiamento da previdenciária.
Durante o primeiro semestre de 2026, o IPS recaudou G. 5.676 trilhões em conceito de contribuições à segurança social, equivalente ao 49% do orçamento previsto para este rubor. Do total, G. 3.149 trilhões corresponderam a contribuições patronais e G. 2.528 trilhões a aportes dos segurados.
Ao encerramento de junho, a instituição registrou 1.093.415 cotizantes, 654.471 beneficiários e uma população segurada total de 1.747.886 pessoas, além de 90.504 jubilados e pensionados ativos.
Diferentemente de informes anteriores, o último documento não menciona a intenção de impulsar novas reformas paramétricas de maneira a oxigenar o Fundo Comum de Jubilações e Pensões, que desde o ano 2020 opera com um déficit corrente com o qual se estima que essas rendas serão suficientes para compensar o déficit operativo até o ano 2036.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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