Infantino confirma que Irã vai jogar a Copa do Mundo
"É claro que o Irã vai jogar nos Estados Unidos da América. O motivo é muito simples. Temos que nos unir e nos aproximar das pessoas. A FIFA une o mundo. Temos que lembrar sempre que é preciso ser positivos", disse durante o congresso anual da organização.
"É preciso nos mostrarmos contentes. Há problemas suficientes no mundo. Se ninguém tenta nos unir... O que vai acontecer em nosso mundo? É uma oportunidade que temos no congresso e na Copa do Mundo. Temos o poder e a magia de estarmos todos unidos porque todos unidos somos invencíveis", acrescentou.
Infantino dissipou em poucos segundos as dúvidas sobre a presença do Irã na Copa do Mundo por causa da guerra com os Estados Unidos. No início de sua alocução, no sétimo ponto do dia - o discurso do presidente -, o mandatário máximo da FIFA deixou claro que a seleção asiática jogará a Copa do Mundo.
No entanto, a federação membro do Irã não estava presente no congresso que se realiza em Vancouver (Canadá). O secretário-geral da FIFA, Mattias Grafström, fez a chamada das 211 federações e apenas uma faltou, a iraniana.
Era esperada a presença do presidente de sua federação, Mehdi Taj, mas, segundo informou a agência de notícias Tasnim, teve que retornar ao Irã junto com o resto de sua expedição por "o comportamento inadequado dos funcionários de imigração" do aeroporto de Toronto.
O Irã alcançou a Copa do Mundo após liderar o Grupo A na terceira rodada da fase de classificação da Confederação Asiática de Futebol (AFC) e está no Grupo G com três partidas previstas em Los Angeles (contra Nova Zelândia e Bélgica) e em Seattle (contra o Egito).
No entanto, sua participação no torneio se complicou pela escalada bélica iniciada no mês passado de fevereiro entre Estados Unidos, Israel e Irã. No início de março, Mehdi Taj garantiu desconhecer se sua seleção poderia disputar os jogos da Copa do Mundo após os bombardeios americanos e israelenses sobre seu país.
"A verdade é que, após esse ataque, não podemos esperar que a Copa do Mundo se celebre com esperança", explicou o presidente da Federação de Futebol do Irã.
No dia 11 de março, o governo do país asiático, nas palavras de seu ministro de Esportes, Ahman Donyamali, garantiu que a seleção persa não participaria da Copa do Mundo 2026: "Depois que o governo corrupto matou nosso líder, (Alí Jameneí) não há condições que nos permitam participar", disse à DPA.
Horas antes daquelas declarações, o mesmo Infantino, após uma conversa com Donald Trump, revelou que o presidente dos Estados Unidos não tinha nenhum inconveniente em que o Irã participasse da Copa do Mundo.
"Falamos sobre a atual situação do Irã e o fato de que a equipe iraniana se classificou para participar da Copa do Mundo 2026. Durante a conversa, Trump reiterou que a equipe iraniana é, é claro, bem-vinda para competir no torneio", afirmou.
Nas semanas posteriores, a incerteza se transferiu também para o plano organizativo, com dúvidas sobre os vistos, a segurança e os deslocamentos da seleção iraniana em território americano.
A FIFA, no entanto, manteve sua postura de que todas as seleções classificadas deviam disputar o torneio, descartando cenários alternativos como mudanças de sede ou substituições no quadro de participantes.
Finalmente, Infantino, diante de todas as federações membro presentes no congresso anual da FIFA, confirmou sua ideia de que o Irã não falte ao compromisso mais importante do planeta futebol. Em suas primeiras palavras de sua alocução, foi contundente: "É claro que o Irã vai jogar nos Estados Unidos".
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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