Hospital do Indígena precisa de mais ambulâncias e especialistas
O Hospital do Indígena San Roque González de Santa Cruz – localizado na cidade de Limpio – dependente do Ministério da Saúde Pública, também apresenta uma lista de necessidades para oferecer um atendimento mais efetivo à população, entre elas aumentar o número de veículos para transportar os casos delicados.
Muitos pacientes e familiares, em conversa com Última Hora, concordaram que a instituição lhes oferece abrigo, medicamentos, alimentos, internação em etapa de recuperação e transferências para hospitais de maior complexidade.
Entretanto, como principal reivindicação em matéria de saúde, reclamam maior quantidade de Unidades de Saúde da Família (USF) em zonas de difícil acesso para evitar precisar se deslocar até a capital ou ao Departamento Central.
"Com meu paciente viemos do Chaco; lá o atenderam mas não há especialistas, então nos encaminharam aqui, onde conseguimos um bom atendimento e todos os medicamentos", manifestou Rogelio Mendoza, habitante do Chaco paraguaio.
No mesmo tom se referiu Jorgelina López, da parcialidade Maká de Mariano Roque Alonso, usuária assídua dos serviços do Hospital Indígena:
"Oî hospital amo aikoháotolado, pero a veces ndaipóri la doctor especialista (Há hospital perto de onde vivo, mas não há médico especialista)", mencionou a mulher.
O diretor do nosocômio, Dr. Darío Jara – à frente da instituição há três anos e meio – revelou que recebem pessoas dos distintos povos indígenas existentes no país – a quem oferecem abrigo, medicamentos e alimentos – e confirmou que a demanda por especialistas é alta, mas contam com poucos ultrassonografistas, ginecologistas-obstetras, pediatras e diabetologistas para cobrir as necessidades.
"Se bem dispomos de alguns especialistas, seria bom contar com mais; é por isso que recorremos a outros estabelecimentos de saúde", apontou.
Nesse contexto, Jara lamentou que disponham de uma única ambulância para as transferências de pacientes a outras unidades de saúde.
"Nós recebemos pacientes de povos originários de distintos pontos do país, que vêm para continuar seu tratamento aqui. Depois nós coordenamos com os serviços especializados, os transferimos para outros hospitais, depois eles voltam outra vez (aqui) até completar sua etapa de recuperação. Para essas transferências, contamos com uma única ambulância", explicou.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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