Hospital de Itauguá inaugura albergue financiado pela Itaipú em meio a reivindicação salarial de médicos
Instalação com capacidade para mais de 70 pacientes é aberta enquanto greve de profissionais da saúde segue confirmada
O Hospital Nacional de Itauguá inaugurou de forma oficial um novo albergue de 1.600 metros quadrados financiado pela Itaipú Binacional em conjunto com o Ministério da Saúde Pública. As instalações, que começaram a ser utilizadas nesta semana, dispõem de duas plantas com 35 quartos climatizados e capacidade para abrigar mais de 70 pacientes e familiares provenientes do interior do país, principalmente da área de Nefrologia.
O complexo oferece cozinha-refeitório, lavanderia, áreas infantis, adaptações para pessoas com deficiência e sistemas de prevenção contra incêndios. Não obstante, a construção do moderno albergue hospitalar se concretiza em meio a um clima de alta tensão sindical, já que a greve de médicos programada para os dias 21 e 22 de setembro continua firmemente em marcha.
A abertura do edifício permitirá também demolir o antigo albergue para dar lugar à construção do moderno centro hospitalar projetado pelo Governo Nacional. Apesar das melhorias operativas para os usuários, o conflito laboral com o pessoal médico não diminui.
Após uma reunião realizada ao meio-dia de ontem entre representantes do Sindicato Nacional de Médicos (Sinamed) e a ministra do Trabalho, Mónica Recalde, o sindicato ratificou a medida de força.
A doutora Rosanna González, secretária-geral adjunta do Sinamed, ressaltou as falhas da proposta de escalonamento apresentada pela pasta de saúde e enfatizou que o reajuste do salário piso é uma reivindicação inegociável, mantendo em pé a greve anunciada enquanto solicitam unificar as mesas de negociação.
Jornalistas da Telefuturo analisaram o complexo cenário político que enfrenta o presidente Santiago Peña em torno da gestão sanitária e dos crescentes rumores de mudanças no gabinete executivo. O debate surgiu a partir das recentes declarações do líder do movimento Honor Colorado, Horacio Cartes, que afirmou publicamente estar seguro de que o mandatário
"vai solucionar"a crise que atravessa o setor da saúde pública.
Segundo a mesa de análise jornalística, os comunicadores apontaram que o presidente conta com uma reduzida margem de manobra política.
À pressão orçamentária e assistencial da saúde pública somam-se as tensões internas no oficialismo, evidenciadas pelas controvérsias vinculadas ao banco Basa impulsionadas no Congresso com o aval do cartismo e as aspirações eleitorais de referentes do próprio espaço como o senador Gustavo Leite, fatores que condicionam fortemente as próximas decisões do Executivo.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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