Homenagem a Marcelo Pecci: Fiscalía não convidou a viúva Claudia Aguilera?
Ausência de familiares em cerimônia póstuma gera questionamentos sobre protocolo
Diante da notável ausência de vários familiares em uma homenagem póstuma ao fiscal Marcelo Pecci, assassinado no ano de 2022, o fiscal geral do Estado, Emiliano Rolón, foi questionado pela imprensa sobre o convite aos familiares, ao que pediu para que não se busque "polemizar" e afirmou que o convite foi estendido a todos, atendendo ao fato de que se tratava de um evento protocolar.
Inclusive, o chefe de Protocolo foi abordado na mesma cerimônia, quem afirmou aos meios de comunicação que o convite foi, de fato, estendido a todos os familiares do fiscal cuja morte completa quatro anos neste domingo 10 de maio.
Tampouco participaram o pai, Francisco Pecci Manzoni, nem os irmãos Francisco e Gabriela. Somente compareceu a mãe, Maricel Albertini.
Os colegas de trabalho da jornalista Claudia Aguilera confirmaram durante um programa transmitido pela Ñanduti 1020 AM, que cobriu o ato, que a viúva e o filho de Pecci não receberam nenhum convite formal.
"Aqui houve uma falta de respeito à viúva, à mãe do filho, e a quem está sendo homenageado. Se não é um erro, têm que assumir as decisões que tomaram", expressou o comunicador Nery Peña, que compartilhava o painel com a viúva de Pecci, no mesmo programa, naquele momento.
Seu colega pediu que demonstrem o convite e o comprovante de recebimento e lamentou também que a homenagem não tenha sido realizada com a criança.
A mãe de Marcelo Pecci, Maricel Albertini, quando foi também abordada pela imprensa durante a cerimônia em homenagem a seu filho falecido, disse que pessoalmente está contente, que não tem problemas e sempre foi informada sobre o caso.
Quando questionada sobre como o recorda, respondeu: "com muito carinho e muita pena. É um herói".
"Oxalá que as pessoas sigam seu rumo, uma pessoa íntegra, uma pessoa capaz, honesta, é um exemplo para a juventude e os fiscais atuais e futuros", manifestou.
A mãe assinalou que se sente acompanhada pelas autoridades e que dentro da instituição fiscal há vários amigos de Marcelo Pecci.
"Aqui há um time investigativo. Falamos da amizade que houve. Eu não os envolvo a eles na investigação, porque não são parte da investigação", finalizou.
O fiscal de Assuntos Internacionais, Manuel Doldán, reiterou no ato de homenagem a Pecci que desde o 9 de outubro de 2023, após a declaração de Francisco Correa — o informante posteriormente assassinado — foi formado um time fiscal com tendências coadjuvantes aos efeitos de colaborar de maneira já formal com a investigação que se leva adiante na Colômbia sobre a responsabilidade intelectual do fato.
"No 21 de outubro de 2025 voltamos a assinar um acordo de extensão do lapso de duração do time internacional e isto nos levou presencialmente a uma reunião no Panamá, que não se conheceu, com o objetivo de guardar sigilo", adiantou.
Nesse sentido, explicou que em março deste ano se reuniram também autoridades do Paraguai e Colômbia no Panamá, no marco de um programa das Nações Unidas, onde se consolidaram as capacidades investigativas de ambos os países, concentraram-se as diligências e exploraram-se aspectos que foram deixados de lado ao longo da investigação, principalmente em território colombiano, sobre a base de definição de um contexto de planos operativos diferentes.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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