Holandeses vinculados a surto de hantavírus em cruzeiro viajaram pelo Chile, Uruguai e Argentina
Casal falecido percorreu três países antes de embarcar no MV Hondius
O casal de holandeses que faleceu em relação a um surto de hantavírus no MV Hondius percorreu Chile, Uruguai e Argentina antes de embarcar no cruzeiro, informaram as autoridades sanitárias na quarta-feira.
"Está sendo reconstruído o itinerário do caso índice, ou seja, os cidadãos holandeses que apresentaram os primeiros sintomas", indicou o Ministério da Saúde argentino, que rastreou as entradas e saídas.
Três pessoas presumivelmente infectadas com hantavírus foram evacuadas na quarta-feira do cruzeiro imobilizado frente a Cabo Verde, para serem trasladadas aos Países Bajos, depois que especialistas sul-africanos identificaram um caso com a cepa Andes, a única de que há evidência de transmissão humana.
Desde 1996, quando passou a ser obrigatório o registro, não foi identificada a presença da cepa Andes na Terra do Fogo, província no extremo sul da Argentina, da qual Ushuaia é capital.
Circula em vez disso nas províncias patagônicas de Chubut, Rio Negro e Neuquén, assim como no sul do Chile.
O casal de holandeses, que o Ministério da Saúde não identificou nominalmente, entrou na Argentina em 27 de novembro e, após percorrer o país de carro, cruzou para o Chile em 7 de janeiro.
Entre essa data e o dia em que embarcaram no MV Hondius em 1º de abril, percorreu em zigue-zague Argentina, Chile e Uruguai, passando por distintos pontos onde há registro da cepa Andes.
Conforme a OMS, a incubação do hantavírus é de uma a oito semanas. O Ministério da Saúde argentino não especulou sobre o possível local de contaminação do casal.
"Até o momento, não foram identificados casos associados no país" aos holandeses, indicou o comunicado das autoridades argentinas.
Equipes técnicas viajarão para a capital da província da Terra do Fogo no extremo sul da Argentina.
Lá realizarão "operações de captura e análise de roedores em áreas vinculadas ao percurso dos casos e detectar a possível presença do vírus em reservatórios naturais", detalhou o comunicado.
Acrescentou que será enviado aos países envolvidos (Espanha, Senegal, África do Sul, Países Bajos e Reino Unido) o RNA do vírus Andes para facilitar sua detecção e outros insumos para realizar aproximadamente 2.500 diagnósticos.
"Também enviará guias para diagnóstico e protocolos de tratamento para garantir o correto manejo dos casos", acrescentou a nota.
Fonte: AFP
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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