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Saúde

Hantavírus: características, transmissão e situação no Paraguai

08/05/2026 00:01 3 min lectura 0 visualizações
Hantavirus: características, transmisión y situación en Paraguay

O que é o hantavírus?

O hantavírus é uma doença viral zoonótica de alta letalidade transmitida principalmente por roedores silvestres ao ser humano. Segundo o Ministério da Saúde, a transmissão ocorre primordialmente por inalação de aerosóis contaminados, embora também possa ingressar por feridas na pele, mucosas ou mordeduras de roedores.

A transmissão de pessoa a pessoa não está presente no Paraguai, já que o vírus Andes, o único capaz de se transmitir entre pessoas, não circula no país.

Transmissão e fatores de risco

O vírus é eliminado pelos roedores através de sangue, urina e matéria fecal. As atividades rurais, construção, agricultura, pecuária, turismo de aventura, camping, pesca e caça em áreas onde habitam estes roedores constituem fatores de risco significativos.

A maioria dos casos afeta homens adultos jovens devido à sua exposição em ambientes rurais e silvestres. Estatisticamente, 85% dos casos corresponde a homens, com o grupo etário mais afetado entre os 20 e 39 anos.

Sintomas e tratamento

Os sintomas incluem febre de início súbito, dor de cabeça, dor muscular, debilidade e cansaço. Em alguns casos podem apresentar-se vômitos e diarreia. A doença pode variar desde formas leves até quadros graves com alta letalidade.

Atualmente não existe tratamento específico nem vacina disponível. O manejo é de suporte, geralmente em centros médicos com acesso a Unidades de Cuidados Intensivos (UCI). O acesso oportuno a cuidados intensivos é fundamental para evitar complicações.

Situação no Paraguai

Entre 2020 e 2025 foram reportados 110 casos de hantavírus no país, com uma taxa de letalidade acumulada de 14%. O 73% dos casos originaram-se em Boquerón.

Os casos distribuem-se da seguinte forma: Boquerón com 80 casos, Presidente Hayes com 20, Alto Paraguai com oito, e casos isolados nos departamentos de Concepción e Itapúa. Em 2026, foram confirmados três novos casos, todos em homens: dois de Boquerón e um de Presidente Hayes.

A Região Ocidental ou Chaco é considerada uma zona de circulação comprovada do vírus entre roedores, enquanto que na Região Oriental foram registrados isolados em Concepción e Itapúa. O principal reservatório identificado no Paraguai é o roedor denominado Callomys laucha.

Dado importante: A transmissão de pessoa a pessoa não é uma preocupação no Paraguai, portanto as medidas de prevenção concentram-se em evitar o contato com roedores em ambientes rurais e silvestres.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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