Hantavírus: características, transmissão e situação no Paraguai
O que é o hantavírus?
O hantavírus é uma doença viral zoonótica de alta letalidade transmitida principalmente por roedores silvestres ao ser humano. Segundo o Ministério da Saúde, a transmissão ocorre primordialmente por inalação de aerosóis contaminados, embora também possa ingressar por feridas na pele, mucosas ou mordeduras de roedores.
A transmissão de pessoa a pessoa não está presente no Paraguai, já que o vírus Andes, o único capaz de se transmitir entre pessoas, não circula no país.
Transmissão e fatores de risco
O vírus é eliminado pelos roedores através de sangue, urina e matéria fecal. As atividades rurais, construção, agricultura, pecuária, turismo de aventura, camping, pesca e caça em áreas onde habitam estes roedores constituem fatores de risco significativos.
A maioria dos casos afeta homens adultos jovens devido à sua exposição em ambientes rurais e silvestres. Estatisticamente, 85% dos casos corresponde a homens, com o grupo etário mais afetado entre os 20 e 39 anos.
Sintomas e tratamento
Os sintomas incluem febre de início súbito, dor de cabeça, dor muscular, debilidade e cansaço. Em alguns casos podem apresentar-se vômitos e diarreia. A doença pode variar desde formas leves até quadros graves com alta letalidade.
Atualmente não existe tratamento específico nem vacina disponível. O manejo é de suporte, geralmente em centros médicos com acesso a Unidades de Cuidados Intensivos (UCI). O acesso oportuno a cuidados intensivos é fundamental para evitar complicações.
Situação no Paraguai
Entre 2020 e 2025 foram reportados 110 casos de hantavírus no país, com uma taxa de letalidade acumulada de 14%. O 73% dos casos originaram-se em Boquerón.
Os casos distribuem-se da seguinte forma: Boquerón com 80 casos, Presidente Hayes com 20, Alto Paraguai com oito, e casos isolados nos departamentos de Concepción e Itapúa. Em 2026, foram confirmados três novos casos, todos em homens: dois de Boquerón e um de Presidente Hayes.
A Região Ocidental ou Chaco é considerada uma zona de circulação comprovada do vírus entre roedores, enquanto que na Região Oriental foram registrados isolados em Concepción e Itapúa. O principal reservatório identificado no Paraguai é o roedor denominado Callomys laucha.
Dado importante: A transmissão de pessoa a pessoa não é uma preocupação no Paraguai, portanto as medidas de prevenção concentram-se em evitar o contato com roedores em ambientes rurais e silvestres.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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