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Internacional

Guerra entre EUA e Irã se intensifica com novos ataques

Forças americanas intensificam ofensiva após Trump encerrar tregua com Teerã

16/07/2026 07:45 3 min lectura 27 visualizações

Forças estadounidenses impediram nesta quarta-feira que um petroleiro com bandeira de Curaçao, que navegava em direção a um porto iraniano no Golfo Pérsico, continuasse seu caminho, depois que a embarcação ignorou várias advertências e tentou descumprir as medidas de bloqueio naval impostas por Washington, informou o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom).

Um avião estadounidense disparou mísseis Hellfire contra a chaminé da embarcação, o que deixou o navio fora de operação e obrigou a interromper sua rota em direção ao território iraniano.

As oleadas dos EUA fazem parte de uma ofensiva agressiva, retomada desde o fim de semana passado, após o presidente estadounidense, Donald Trump, dar por encerrada a tregua com Teerã.

Irã acusou os EUA de terem "destruído" o memorando de entendimento para terminar a guerra após o restabelecimento do bloqueio naval, além de informar da morte de mais de 30 civis pelos ataques estadounidenses dos últimos dias.

A guerra entre EUA e Irã escalou com o bloqueio estadounidense aos portos iranianos e o fechamento do Estreito de Ormuz, o que desbarrou o protocolo de acordo que deveria por fim ao conflito iniciado em fevereiro.

O exército estadounidense confirmou uma nova "onda de ataques" nesta quarta-feira, uma rajada que durou 90 minutos.

Caos no Oriente Médio

O Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) acusou o Irã de arrastar todo o Oriente Médio ao caos com seus ataques contra seus vizinhos árabes, membros dessa aliança política e econômica, bem como contra a Jordânia, e pediu que a comunidade internacional tome "medidas práticas e dissuasivas" para frear as ações iranianas.

Assim se expressou o secretário-geral do CCG, Jasem al Budaiwi, em um comunicado, no qual aludiu sobretudo aos ataques com mísseis do país persa contra o Kuwait, o Baréin e a Jordânia, que se incrementaram nos últimos dias no contexto dos bombardeios e represálias entre Estados Unidos e a República Islâmica.

O presidente estadounidense, Donald Trump, ameaçou com estender os ataques na próxima semana para golpear centrais elétricas e pontes, a menos que Teerã volte à mesa de negociações.

O Líbano e Israel acordaram implementar "nos próximos dias" as "zonas piloto" no sul do Líbano das quais Israel deverá se retirar conforme um recente acordo, indicou um funcionário estadounidense ao concluir uma nova rodada de negociações em Roma.

Os dois países mantiveram dois dias de diálogos na capital italiana sob os auspícios dos Estados Unidos, com o objetivo de pôr fim ao estado de guerra entre Israel e o movimento islamista pró-iraniano Hezbollah no Líbano.

"As conversações finalizaram após dois dias de debates produtivos e positivos", sinalizou o funcionário em um comunicado divulgado pela embaixada estadounidense em Beirute.

O Líbano e Israel chegaram "a um acordo sobre a estrutura e as linhas diretrizes do processo de zonas piloto, que será finalizado e será colocado em prática nos próximos dias", acrescentou.

As negociações ocorreram no marco do acordo alcançado em 26 de junho após cinco rodadas de conversações em Washington.

O pacto busca o desarmamento do Hezbollah, o deslocamento de tropas libanesas no sul e a retirada gradual das forças israelenses, começando por duas "zonas piloto".

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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