América Latina pode liderar a produção global de alimentos
Secretário-geral iberoamericano destaca potencial da região em contexto de interesse das grandes potências
O secretário-geral iberoamericano, Andrés Allamand, assegurou nesta quarta-feira que a América Latina tem a capacidade de se converter no principal produtor de alimentos do mundo, em um contexto de interesse das grandes potências pela região.
A população mundial, que atualmente ronda 8.300 milhões, alcançará 9.700 antes de 2050, um desafio que praticamente supõe que seja preciso dobrar a produção de alimentos, destacou o máximo responsável da Secretaría General Iberoamericana (Segib) no XI Encontro de Empresas Multilatinas da Universidade Internacional Menéndez Pelayo (UIMP), em Santander (Espanha).
Quando faltam poucos meses para a XXX Cúpula Iberoamericana, que se celebrará em Madrid em novembro, tanto EUA quanto China e a União Europeia e inclusive a Índia demonstraram o desejo de desempenhar um papel preponderante no desenvolvimento da América Latina, acrescentou.
Os Estados Unidos expressaram o interesse de que a zona se converta em sua prioridade estratégica, disse Allamand.
Também a China deseja iniciar uma época histórica para uma comunidade de futuro compartilhado, conforme declarou o presidente do país asiático, Xi Jinping, em uma declaração que não tem precedentes, segundo Allamand.
No que diz respeito à UE, a presidenta da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, recordou que se até agora a UE era um parceiro natural, aspira a ser um parceiro preferencial da América Latina, recordou o secretário-geral iberoamericano.
Por se tratar de ainda mais um elemento de interesse, Allamand apontou que a Índia participará como observadora na cúpula de novembro, que constatará que a região, onde a democracia avança ainda que com dificuldades, se consolidará como um polo de investimento.
A América Latina é já a região reserva de minerais críticos para a transformação digital, além de ser a região mais biodiversa do planeta, que conta com 31% da água potável, apontou o secretário-geral iberoamericano.
Brasil, um dos maiores produtores e fornecedores de alimentos do mundo, colherá este ano uma safra recorde de 347,4 milhões de toneladas de grãos, um volume 0,4% superior ao de 2025, conforme as projeções divulgadas nesta terça-feira pelo Governo.
A produção brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas de 2026 marcará um recorde pelo segundo ano consecutivo, já que a de 2025 (346,1 milhões de toneladas) é até agora a maior do país, segundo as previsões do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O aumento da produção este ano refletirá a expansão de 1,9% na área cultivada com respeito a 2025, até 83,2 milhões de hectares.
A soja, o milho e o arroz, os três principais produtos do país nessa ordem, suporão 92,8% da produção brasileira de grãos este ano e 87,4% da área colhida.
A produção recorde em 2026 será impulsionada principalmente por um aumento de 5,3% na colheita de soja, até 174,8 milhões de toneladas.
Também se prevê um aumento importante para a produção de sorgo, de 2,9%, até 5,6 milhões de toneladas. Em contrapartida, o organismo projeta uma redução de 3,7% na produção de milho, até 163,5 milhões de toneladas, e de 11,8% na de arroz, até 11,2 milhões de toneladas. EFE
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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